moeda carimbada

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Fernando C. P. Bravo
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#11 Mensagem por Fernando C. P. Bravo » sexta jul 28, 2006 2:20 pm

A história desta moeda dava pano para mengas. Para isso era preciso ir à história de Espanha. à resistência à passagem das tropas napoleónicas para vir ocupar Portugal. A subida ao trono de Fernando VII. O movimento independentista da Catalunha e a ajuda que Portugal deu a esses movimentos.
O pagamento de serviços sempre foi feito com dinheiro(!) ( embora com outras coisas!) e esta moedinha veio de lá para ser aproveitada por nós que tínhamoa ficado sem prata que Junot e "ses compagnons" levaram às carradas.
Esta é uma forma simplista de fazer a história mas... que quizerem conhecer esta época da história peninsular posso garantir que vão gostar. De lá ainda vem a questão de Olivença que foi "roubada" a Portugal por um ultimatum apresentado como condição de Portugal não ser invadido, mas foi-o, por 3 vezes, até pôr os fraceses daqui pra fora depois de terem levado o que de melhor nós tínhamos. Depois da conferência de Viena que reconheceu a soberania portuguesa sobre Olivença, até hoje, passaram 200 anos e...niclles!!!
Estas questões são engraçadas mas... deixa andar que está tudo bem...
Perdoem a divagação mas ...
Saudações numismáticas. ;)
Pizarro Bravo


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Zapata
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#12 Mensagem por Zapata » sexta jul 28, 2006 2:33 pm

Esse João VI... Ele deixava tudo como estava, não tomava decisões. Portugal foi saqueada por não aderir ao bloqueio continental, e a fuga dele pro Brasil só ajudou aos brasileiros a serem independentes uns 13 anos depois, com o seu filho, Pedro. Na hora de voltar a Portugal também deixou para o último momento. Só com a rev. do Porto que ele volta. Mas o que é que ele queria da vida?
:???:

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Paraq
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#13 Mensagem por Paraq » sexta jul 28, 2006 2:34 pm

Fernando C. P. Bravo Escreveu:De lá ainda vem a questão de Olivença que foi "roubada" a Portugal por um ultimatum apresentado como condição de Portugal não ser invadido, mas foi-o, por 3 vezes, até pôr os fraceses daqui pra fora depois de terem levado o que de melhor nós tínhamos. Depois da conferência de Viena que reconheceu a soberania portuguesa sobre Olivença, até hoje, passaram 200 anos e...niclles!!!
Ainda bem que fala disso amigo Fernando, recebi este mail há uns dias e por acaso ainda o tenho guardado, não sei se o receberam também, em todo caso deixo-o aqui para quem se interessar, è um pouco longo mas vale bem apena:

"Divulgação 09-2006


MORREU MÁRIO VENTURA HENRIQUES, UM AMIGO DE OLIVENÇA


Morreu ontem, aos 70 anos, um grande escritor português.
Nos seus escritos e em várias intervenções públicas, designadamente em
iniciativas do GAO, manifestou compreender bem a dimensão e o relevo da
Questão de Olivença, especialmente o processo de colonização em curso no
território, que bem retratou na sua "Geografia da Saudade" e no romance
"Vida e Morte dos Santiagos", cuja acção decorre por vezes em Olivença.
Aliás, já em 1994, no "Diário de Notícias", denunciara o modo como o
litígio era tratado na imprensa espanhola.
Homenageando o Amigo de Olivença e da Cultura Portuguesa, o Escritor, o
Jornalista, transcrevemos o referido artigo publicado no DN.



Diário de Notícias, 31-Julho-1994

UM PROBLEMA SEM SOLUÇÃO HÁ DUZENTOS ANOS - OLIVENÇA, O GIBRALTAR PORTUGUÊS
O acordo luso-espanhol para a reconstrução da Ponte da Ajuda, em Olivença,
não passa de um disparate de cumprimento inviável. No entanto, talvez seja
o ponto de partida para a solução de um problema fronteiriço que se arrasta
há quase dois séculos.
MÁRIO VENTURA HENRIQUES

Nas últimas semanas, a imprensa espanhola tem demonstrado um interesse
inusitado por Olivença, a cidade estremenha que é há cerca de dois séculos
é motivo de litígio entre Portugal e Espanha. Três ou quatro artigos
dedicados à questão oliventina - dois dos quais no diário "El País" - já
perfazem uma quantidade invulgar, tendo em conta o silêncio que, por
fatalismo da interioridade, pesa habitualmente sobre as localidades da raia
espanhola.
O primeiro desses artigos, assinado por Jeremias Clemente - "El País", 29
de Junho -, denuncia um reacender das reivindicações portuguesas sobre a
posse da comarca oliventina como "território luso”, e afirma que a
Associação Amigos de Olivença conseguiu paralisar a reconstrução da Ponte
da Ajuda no Guadiana, a levar a cabo com financiamento da União Europeia.
Em pleno delírio de ignorância e sandice, Clemente detecta a chegada a
Olivença de um autocarro repleto de sexagenários, que seriam, segundo o
articulista, militares reformados e membros dos Amigos de Olivença,
aparentemente dispostos a celebrarem a sua vitória relativamente à Ponte da
Ajuda. Não se identificaram como tal, mas a sua filiação - revela,
conspirativo, o autor do texto - teria sido "contrastada por medio de otras
fuentes". Ainda de acordo com o prosélito Clemente, a presença da expedição
- assim designa o plumitivo os pacíficos e idosos turistas - foi
considerada por alguns oliventinos como uma provocação.
No seu todo, o artigo de Jeremias Clemente ressuma patrioteirismo cediço e
é um exemplo dos excessos verbais a que conduz, em geral, a análise
emocional de tudo o que respeita às questões fronteiriças. Talvez por isso,
dias depois - 19 de Julho -, publicava-se no mesmo diário um artigo de Luis
Alfonso Limpio, intitulado "Olivenza, el Gibraltar Português". O título já
denuncia, sem excesso de subtileza, um intento de equilíbrio e moderação -
e por isso o adoptámos para este texto -, e o artigo, apesar de alguns
pressupostos discutíveis sobre a razão ou sem-razão dos factos históricos,
contribui sem dúvida para uma visão mais isenta da questão oliventina.
Luis Alfonso é arquivista-bibliotecário do Município de Olivença, e nos
anos seguintes à democratização revelou-se um dos jovens oliventinos mais
empenhados no esforço de recuperação das fontes e referências culturais
portuguesas. Foi, como muitos outros - entre os quais o próprio "alcalde",
Ramon Rocha -, defensor da introdução do ensino de português nas escolas do
concelho, promoveu encontros com intelectuais portugueses, e ajudou a
desenvolver um acervo bibliotecário recheado de obras no nosso idioma. Era,
por um lado, a tentativa de um reencontro com as raízes históricas e
culturais da população oliventina - nas quais nada existe de espanhol que
valha a pena referir -, e por outro lado uma forma de reacção contra o
passado franquista, declaradamente repressivo com respeito às
"manifestações" locais de portuguesismo, entre as quais a mais notável foi
sem dúvida a permanência do nosso idioma, apesar de tudo aquilo que a
contrariava.
No seu artigo, Limpio denuncia o silêncio comprometido que, dos dois lados
da fronteira, a nível de governos, sempre caracterizou a Questão de
Olivença, e sobretudo a falta de informação histórica e jurídica, em
Espanha, acerca da reclamação de Portugal sobre aquele enclave português na
margem esquerda do Guadiana.
As comissões de limites, tradicionalmente constituídas por uns senhores que
se reuniam para passear e almoçar ao longo da raia, chegadas à Comarca de
Olivença davam como que um salto no vazio, adiando para o ano seguinte a
definição de uma fronteira que era motivo de pacífica discórdia desde 1801.
Tem sido sempre assim, e assim continuará a ser, enquanto os governos dos
dois países se recusarem a tocar num problema que parece queimar-lhes as
mãos - a exemplo, aliás, do que acontece, no sentido inverso, entre a
Espanha e a Grã-Bretanha, a propósito do Rochedo de Gibraltar, e em
situação idêntica entre o nosso vizinho e Marrocos, a respeito de Ceuta e
Melilla.
Em 1297, pelo Tratado de Alcañices - destinado a fixar definitivamente a
linha de fronteira, e celebrado entre D. Dinis e Fernando IV de Castela -,
Olivença fica a ser território português na margem esquerda do Guadiana, e
durante séculos a legitimidade dessa posse nunca é contestada pelos
castelhanos (...). Nas guerras que se sucederam à Restauração, Olivença é
tomada pelas tropas do Duque de San German, em 1657, mas a sua devolução
opera-se em 1668, pelo tratado que estabelece uma paz duradoura. A questão
parece, assim, definitivamente encerrada, e a partir de então Olivença
reforça a consciência e o carácter português - pela cultura, pelas artes,
pelos costumes - que não mais perderia. Na Câmara de Olivença, ainda hoje
se guarda o foral que lhe foi concedido pelo Rei D. Manuel.
Em 1801, num dos momentos mais críticos da nossa história, e na sequência
do tratado entre a França e a Espanha concertando a invasão de Portugal, o
conde de Godoy - também conhecido por Príncipe da Paz - empreende uma
caricata expedição militar que vem a ser conhecida por "Guerra das
Laranjas", e apodera-se facilmente de Olivença. Oito dias depois, em
Badajoz, sem recursos militares que apoiassem as razões jurídicas, os
Portugueses vêem-se forçados a assinar o duplo tratado de paz, que os
obrigava a pagar uma pesada indemnização de guerra aos Franceses e a ceder
o Território de Olivença aos Espanhóis. Era o menor dos males, pois a
Espanha começara por exigir Elvas, Campo Maior, Juromenha, e toda a parte
de território até ao Guadiana. Importa lembrar, aliás, que a cedência de
Olivença só se verifica perante a ameaça de uma nova invasão de Portugal, a
partir de Ciudad Rodrigo.
Os antecedentes diplomáticos deste golpe de força, pouco acrescentam à
explicação da atitude espanhola, e aliás só confirmam o seu absurdo. Acerca
da prepotência que caracterizava o Tratado de Posse - só por cinismo pode
ser designado por tratado -, um documento de chantagem apoiado na
supremacia militar do conquistador, pronunciou-se nove anos depois a
Conferência de Viena, cujos delegados, mesmo sem a presença do
representante português, não hesitaram em reconhecer a nulidade do acordo
imposto pela força e a justiça da devolução de Olivença a Portugal,
frisando: "E as Potências reconhecem que esta medida deve ser posta em
prática com a maior brevidade."
A Espanha, como se sabe, nunca respeitou a decisão das nações reunidas para
concertarem a "paz geral", e Portugal nunca reconheceu a fronteira imposta
pelo tratado de 1801.
Para o nosso vizinho, o Tratado de Badajoz, arrancado em condições de
imposição militar, continua em vigor. É o que se supõe, pelo menos,
considerando a ausência de posições por parte dos Espanhóis, o seu
voluntário desconhecimento da questão, assim como a emotividade que sempre
caracterizou o procedimento português perante a situação de Olivença.
Trata-se de um contexto em que ambas as partes se podem considerar culpadas
do delito de omissão, já que há muito deviam ter encontrado soluções
jurídicas para um problema que não tem, obviamente, outras saídas.
Só uma enorme distracção - a não ser que se trate de um caso de incultura -
poderia explicar o acordo, assinado na Cimeira Luso-Espanhola de 1990, para
a reconstrução da Ponte da Ajuda, sobre o Rio Guadiana, destruída pelo
Marquês da Bay aquando das pugnas que precederam a ocupação (1709). A
participação de Portugal nessa obra seria o reconhecimento implícito do
estado de soberania espanhola sobre Olivença, e o termo enviesado - e pouco
lisonjeiro para os Portugueses - de um conflito que já dura há quase
duzentos anos. Seria, sobretudo, uma forma de abdicação desastrosa perante
uma questão que deve ser resolvida por via jurídica, tendo como referência
as suas origens e razões históricas. Recorrendo à artimanha da reconstrução
da ponte para se livrarem de um cadáver incómodo - de uma forma sibilina,
do lado da Espanha, e de modo culposo, do lado de Portugal -, estaria a
abrir-se um precedente perigoso relativamente à soberania e à validade das
fronteiras históricas do nosso país, que não podem ser objecto de saídas
airosas, e apenas se devem discutir com o recurso aos instrumentos
jurídicos de que dispõem as nações, mesmo quando previsivelmente impliquem
cedências.
A Ponte da Ajuda não pode - não deve - ser reconstruída na situação de
impasse em que se encontra o imbróglio de Olivença, embora esse fosse o
desejo compreensível e justo das populações das duas margens do Guadiana.
Mas pode, sem dúvida, ser o pretexto, que faltava (!), para os governos dos
dois países resolverem o problema com a dignidade que a sua origem
histórica justificadamente impõe (NOTA: em Agosto de 1994, Portugal
assumirá sozinho a reconstrução da Ponte da Ajuda, o que foi aceite por
Espanha, mediante ideia do Ministro português dos N. Estrangeiros, J.M.
Durão Barroso).
GOVERNOS DOS DOIS PAÍSES NÃO ASSUMEM RESPONSABILIDADES/LIMPEZA CULTURAL
FRUSTRADA
A obra de castelhanização forçada de Olivença, sistematicamente levada a
cabo até ao termo do regime franquista, é um dos episódios mais negros da
história da relação entre os dois países ibéricos. Como todas as acções de
limpeza étnica ou cultural, porém, nunca conseguiu um êxito pleno.
Desde os professores primários que vinham de fora para espanholizar os
filhos dos Oliventinos, impedindo-os assim de continuar a falar o
português, até à obrigação para todos os mancebos de cumprirem o serviço
militar noutras regiões do país, é toda uma crónica deplorável de atentados
contra as raízes históricas do povo de Olivença, na sua maioria frustrados.
É famosa a história de um certo Francisco Ortiz Lopes, merecedor de lápida
evocativa na casa onde se finou, que viera para Olivença substituir a
última professora que se dedicava ao ensino do Português. Ao receber as
mulheres que vinham confiar-lhe os filhos, falando em bom português,
respondia-lhes: "No la entiendo, mujer... No hablo más que español". Se as
mulheres teimavam, chamava um intérprete para lhes recomendar que levassem
os filhos à escola de Juromenha, já que a Escola de Olivença era só para
espanhóis.
Há pouco mais de vinte anos, em pleno centro daquela vila estremenha, um
senhorito de "sombrero" de palha - o típico enviado policial de Madrid para
defender a integridade do território - ameaçava-me de prisão apenas porque
eu manifestara o desejo de subir à torre de menagem do castelo, onde aliás
se encontrava instalada a cadeia comarcã. Tive de me contentar com uma
visita à Misericórdia local, que é a única existente em toda a Espanha.
Apesar desta obra de persistente desportugalização, porém, tive a surpresa,
ainda há poucos dias, de falar em Olivença com um homem idoso que se
exprimia correctamente em Português, e com um jovem que se explicava numa
mescla em que predominavam os nossos vocábulos. Cerca de dois séculos após
a incorporação forçada no território espanhol, Olivença continua a ser -
como frisava Raul Proença no seu "Guia de Portugal" - uma terra "bem
portuguesa pela sua história, a sua arte, os seus costumes e os seus
privilégios, por tudo o que politica e etnicamente assegura foros de
nacionalidade".
Quererá isto significar que os Oliventinos, na generalidade, pretendem ter
a nacionalidade portuguesa?
Nem por sombras. Amam Portugal, têm orgulho nos seus monumentos e na sua
cultura, reconhecem que a sua relação com a Espanha é quase exclusivamente
política e económica, mas não se lhes coloca sequer a questão de
recuperarem a cidadania portuguesa. Quando muito, poderia ponderar-se a
eventualidade da dupla nacionalidade, alternativa que algumas vezes chegou
a ser falada como uma saída diplomática para o problema.
Colocados perante um hipotético referendo, os Oliventinos talvez
respondessem que desejavam continuar espanhóis, embora reforçando os seus
laços com Portugal.
Pessoalmente, creio que a Reconstrução da Ponte da Ajuda tornaria os
oliventinos mais portugueses, já que a Comarca perderia o seu isolamento de
enclave na região estremenha, ficando por isso facilitados o acesso e os
contactos com o país para o qual se inclina o afecto dos seus habitantes.
Mas também reconheço que a recuperação desse elo que outrora ligava as duas
margens do Guadiana, ambas portuguesas, só poderá concretizar-se quando os
respectivos governos assumirem as suas responsabilidades, dispondo-se
finalmente a dirimir um conflito que é real, mas cuja persistência já não
faz sentido nos dias de hoje."

(GAO, Grupo dos Amigos de Olivença)

Abraços,
Avelino Nascimento
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Fernando C. P. Bravo
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#14 Mensagem por Fernando C. P. Bravo » sexta jul 28, 2006 3:17 pm

Vem mesmo a propósito... oportuno como sempre.
Saudações numismáticas. :P
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#15 Mensagem por doliveirarod » sexta jul 28, 2006 7:55 pm

Qdo D. João VI fugiu de Lisboa p/ o Rio, e se estabeleceu no Brasil criando o reino Unido, ele mandou anexar a Provincia Cisplatina (atual Uruguay) ao Brasil, como forma de compensação da perda de Olivença, ou pelo menos a chance de ter mais uma peça no tabuleiro na hora de negociar.
Dizia-se na época que o certo seria a sede do Governo permanecer no Rio, e a partir do Brasil criar-se um novo império luso, tendo em vista os recursos disponíveis aq, e o fato de Portugal continental estar arrasado, e perto demais de inimigos como Espanha e França...
Segundo as melhores cabeças da época, o reino Unido deveria prevalecer, e bem valia deixar Olivença com os Castelhanos em troca de uma terra bem maior e mais rica (O Uruguay).
Ocorre q D. João VI, como se sabe, não era um homem de muita visão, e deixou o barco desandar, voltou a Lisboa, levou todo o ouro brasileiro embora, todo o aparato que tinha vindo voltou, e veio a recolonização do Brasil.
Não aprenderam com a lição da Am´´erica Espanhola, quase que totalmente perdida, nem viram que o Reino não tinha mais condições militares de manter como mera colônia de exploração um território tão vasto e já relativamente bem povoado. Daí a separação e a independência foi inevitável.
O resultado é q perdeu-se o Brasil e de quebra o Uruguay anexado, que era a compensação por Olivença...
O Brasil herdou o Uruguay, mas deu-lhe independência em 1828, por causa de uma iminente guerra com a Argentina, que tbm queria a terra (e seria mesmo a legítima herdeira). Então p/ que a Província não ficasse com a Argentina, acertou-se sua independência...
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#16 Mensagem por fzpinto » sábado jul 29, 2006 10:46 am

Imagem

moeda original sem carimbos

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Paraq
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#17 Mensagem por Paraq » sábado jul 29, 2006 10:56 am

eheheheheheh e eu a pensar que aquilo era tudo carimbos!!
Mto sinceramente, com os carimbos fica uma moeda muito melhor esteticamente, ainda bem que aquela veio cá para Portugal!!! :biggthumpup:
fzpinto obrigado pela partilha da foto.

Cumprimentos,
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Laulo
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#18 Mensagem por Laulo » sábado jul 29, 2006 11:46 am

Já agora gostaria de saber , se é que tem explicação , por que é que a moeda em termos de carateres está lisa e pràticamente só são visíveis os carimbos o brasão, ou armas ou o escudo ?

fzpinto
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#19 Mensagem por fzpinto » domingo jul 30, 2006 2:30 pm

olá laulo, como voçé poderá imaginar,esta é uma moeda com ceca de tarragona, isto quer dizer que somente aparece o escudo de tarragona, o rei, o valor , e a data, está tudo dito, nao á mais.

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doliveirarod
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#20 Mensagem por doliveirarod » domingo jul 30, 2006 4:21 pm

Exacto, tirando as orlas que foram cunhadas na chapa tudo o mais são carimbos.
:biggthumpup:
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