Texto sobre estados de cons.

Dúvidas relacionadas com estados de conservação de moedas
tranzyz
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Mensagempor tranzyz » segunda nov 24, 2008 4:02 am

acho impossivel uma tabela perfeita,nem que tivesse 30 estados de conserva;ao
cada vez mais sou a favor do que disse o Pbarbot um dia destes noutro topico
* so haver um estado .... o estado EI.... estado intermedio*
quem quer comprar,olha para a moeda,olha para o pre;o e depois compra ou nao compra
tem mais um risco,tem menos uma mossa,ta mal cunhada,ta meia gasta?
ta interessado compra, se nao esta ,nao compra
dai achar que 3 estados bc/mbc/bela chega perfeitamente para ter uma ideia
tambem gosto dos + e -
apartir dai cada um que avalie por si o pre;o que esta disposto a pagar pela moeda
exemplo..
ha moedas com com cota;oes tipo
bc 100 euros
mbc 500 euros
bela 1000 euros
decerteza que conseguiria colocar 5 ou mais moedas diferentes entre o estado mbc e belo
e no entanto iria as classificar ou como mbc+ ou qbelas
e os pre;os delas iriam variar entre os 500 e 1000 euros
acham possivel fazer uma tabela que consiga abranger tantos estados diferentes com rigor nos valores numismaticos?
eu ate nem sei pk que os catalogos teem pre;os em bc ou mbc para moedas que valem 1 ou 5 euros em belas
nem faz sentido, digo eu

jcarlos
Reinado D.Afonso Henriques
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Re: Texto sobre estados de cons.

Mensagempor jcarlos » sábado jan 24, 2009 10:02 am

Belo tópico, muito esclarecedor! :thumbs:

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7\04\1625
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Mensagempor 7\04\1625 » segunda abr 20, 2009 9:35 pm

:think:
Talvez aquele que se ri do cavalo não seja capaz de se rir do dono !

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Sílvio
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Uma curiosidade

Mensagempor Sílvio » domingo jul 05, 2009 8:12 pm

Amigos Foristas

Apresento, adiante, um estudo que efetuei há alguns anos para a classificação das moedas em virtude de que, mesmo bem explicados os conceitos de conservação, aqui anteriormente evidenciados, nunca me satisfizeram, pois sempre me pareceu incompatível com a realidade submeter um número de variações tão grande quanto a quantidade de moedas existentes, a cinco ou seis modos.

É tão difícil para mim aceitar tais classificações, quanto é aceitar que toda a multiplicidade humana possa ser dividida em doze signos zodiacais...

Assim, tendo como motor minha insatisfação e algum conhecimento de matrizes e, também, da manipulação de planilhas eletrônicas, desenvolvi um sistema de medição que leva em conta duas dimensões. A primeira refere-se aos defeitos das moedas e a segunda, aos diversos itens que compõe uma moeda.

O cruzamento de uma dimensão com outra vincularia o tipo de defeito encontrado com o item componente da moeda. Até aqui não há novidade.

Ora, percebi que esta vinculação já me levaria a uma combinação de características bem maior que a utilizada no nosso meio para efetuar as avaliações.

Entretanto, ao aplicar o método, percebi que era insuficiente. Então estabeleci uma faixa de peso para cada defeito de forma que um determinado defeito acabasse por ser pontuado e se aparecesse mais vezes na moeda, tal defeito tivesse uma pontuação ainda maior.

Assim procedendo, logo verifiquei que no meu sistema de pontuação, uma moeda com a característica Flor de Cunho não teria nenhum ponto, ao passo que uma moeda classificada como UTG, poderia atingir 195 pontos. Assim, ao invés de ter seis classificações para as moedas, a saber FC, S, B, MBC, BC, UTG, acabei por criar mais outras.

Entretanto, classificar uma moeda numa faixa tão extensa acabaria por dificultar muito o trabalho, até porque não há cristão com paciência suficiente para definir se uma moedinha tem a classificação 167 ou 168... Ao menos isto aconteceu comigo.

Então, para facilitar, estabeleci faixas de pontuação para as classificações que conhecia, que são as seguintes:

UTG.... de 51 a 195
C.......... de 41 a 50
BC....... de 31 a 40
MBC... de 21 a 30
BELA.. de 11 a 20
S.......... de 00 a 10


Estabeleci, também discricionariamente, a quantidade máxima de defeitos contidos numa moeda, a saber:
ARRANHÕES/CORROSÃO=40
DESGASTE = 30
PICOTES = 30
MANCHAS = 25
RECORTES = 5, valendo 30 pontos
MOSSAS = 5
RACHADURAS = 1, valendo 30

Observem os foristas que não estabeleci um limite de defeitos, mas um limite de pontos. Assim, supondo que contasse mais de 40 arranhões, a quantidade de pontos ficaria limitada aos 40. Como podem observar só neste quesito a moeda já cairia para a classificação C, mas como arranhões não vêm sós, fatalmente ela seria classificada como UTG, com graduação de acordo com a quantidade de defeitos somados.

Em vista de não ter amigos numismatas com quem compartilhar meu sistema de medidas, ele acabou por não ser aperfeiçoado, esquecido numa pasta do meu computador.

O método provou-se eficaz para mim, porém, não o vejo como algo prático, pois a simples fotografia diz muito mais que uma detalhada informação da quantidade de defeitos...

Adiante apresento uma cópia da tabela. Ela contém algumas fórmulas mas não creio conveniente apresentar, pelo enfado que possa causar.

NÃO HÁ SINAIS DE USO. NÃO HÁ QQ MÁCULA FLOR
FURADA, TORTA OU AMASSADA UTG
PARTE DA MOEDA ARRANHÕES/CORROSÃO=40 DESGASTE = 30 PICOTES = 30 MANCHAS = 25 RECORTES = 5, 30 MOSSAS = 10 RACHADURAS = 30

DATA 5
DIZERES 5 10
FIGURAS 4 5
LINHAGENS DE FUNDO 5
BORDA/REBORDO 3 10 5
CAMPO 5 10 5
COR 1

DEFEITO MEDIDA GRAVIDADE AVALIAÇÃO DEFEITOS 73 pontos QUANTIDA-DE DE DEFEITOS
ARRANHÕES/CORROSÃO GRAVIDADE/QUANTIDADE 1 a 30
DESGASTE PROFUNDIDADE GASTA De 51 a 195
PICOTES PROFUNDIDADE/QUANTIDADE UTG De 41 a 50 13
MANCHAS TAMANHO CONSERV De 31 a 40
RECORTES GRAVIDADE/QUANTIDADE BC De 21 a 30
MOSSAS GRAVIDADE/QUANTIDADE MBC De 11 a 20
RACHADURAS GRAVIDADE/PROFUNDIDADE S De 00 a 10

Infelizmente a tabela perdeu o formato, pois este espaço aceita apenas campo texto. Se houver interesse, posso mandar por e-mail.

Saudações a todos.
Sílvio

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doliveirarod
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Mensagempor doliveirarod » terça jul 07, 2009 3:10 am

Estabeleci, também discricionariamente, a quantidade máxima de defeitos contidos numa moeda, a saber:
ARRANHÕES/CORROSÃO=40
DESGASTE = 30
PICOTES = 30
MANCHAS = 25
RECORTES = 5, valendo 30 pontos
MOSSAS = 5
RACHADURAS = 1, valendo 30


O estudo é interessante, mas isso ainda não acaba com a quantidade de variantes possíveis, infinitas...
Veja: E quanto à dimensão do risco? Pode ser um risco só, mas pegar a moeda toda numa face. E se esse risco for dividido em dois? E se forem dois riscos menores, valeriam menos que um risco apenas, mas maior? E riscos conbinados com mossas?
É praticamente impossível estabelecer uma tabela para infinitas variantes, daí que continuo preferindo os sinais de + e -, usados de forma genérica.
http://www.megaleiloes.com/leiloes.php? ... liveirarod ML - http://lista.mercadolivre.com.br/_CustId_14426169
"O colecionador é um homem mais feliz"
DIGA "NÃO" ÀS FALSIFICAÇÕES CHINESAS - Não colabore com mercado criminoso

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Sílvio
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Re: Texto sobre estados de cons.

Mensagempor Sílvio » terça jul 07, 2009 10:49 am

Doliveirarod, concordo plenamente com tuas objeções. Se fizesse-mos, por exemplo, uma sub classificação para arranhões, deveríamos estabelecer a espessura, a profundidade, o tamanho, se curvo ou reto, se no campo ou na borda, enfim, quem sabe até a feiura dele...

Entretanto, creio que a tarefa de pontuar as moedas não é impossível, mormente para conhecedores de grande saber como você. É apenas trabalhosa. Assim como "identifiquei" 195 pontos, seria possível, a priori, identificar mil. Bastaria que se colecionasse as várias possibilidades e gradações tão minudentemente que se tornasse irrelevante qualquer novidade.

Feito isso, a construção de tabela eletrônica para registro das inte-relações dos defeitos, bem como a sua pontuação, seria facílima. Mas nada tira a beleza de usar as classificações já existentes e provadas como eficazes pelo tempo.

Agradeço tua prestigiada atenção. Saudações.
Sílvio

T.M
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Mensagempor T.M » sábado ago 08, 2009 9:36 pm

Eu tenho uma opinião muito propria quanto aos estados de conservação, e sinceramente acho que quantos menos estados para classificar uma moeda existirem, mais o processo de classificação se torna objectivo, facil e claro! (acho que o que temos em termos de classificação já é +-)
Se criarmos mais estados um dia vamos andar todos com lupas de 15x ou mais, medindo profundidades de riscos os tamanhos, e são verticais, horizontais etc...
Vou dar um exemplo da subjectividade que na minha opinião já aparece.
Leilões numisma: Estados em que aparecem as moedas para venda.

- Proof
- Soberba
- Quase soberba
- Bela
- Quase Bela
- Lindo MBC
- MBC +
- MBC
- MBC -
- BC+
- BC
- BC-
- Regular

Estamos então com 12 estados pelo qual o preço aumenta ou diminui.
Mas esperem, eu já tenho visto tb os:

- MBC +++ (nunca vi MBC ---)*
- MBC ++ (nunca vi MBC --)*
- BC +++ (nunca vi BC ---)*
- BC ++ (nunca vi BC --)*

* Por que será?!?! :think: :angry:

12 + 4 = 16!
Neste momento o comprador paga conforme 16 classificações.

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Paulo C Alves
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Mensagempor Paulo C Alves » sábado mai 01, 2010 5:22 pm

Caros foristas estou agora a começar no mundo da numismática e confesso que tenho muitas dúvidas. Por exemplo sobre a classificação do estado das moedas! Pelo que li existem muitas preocupações sobre em não se limpar as moedas para não as deteriorar/riscar?. Mas vistas à Lupa as minhas moedas circuladas têm todas tantos riscos e pequenas marcas, mesmo as que estão a olho nú praticamente sem sinais de uso. Isto é normal? Ou devo classificá-las todas como regulares! Podem-me dar umas dicas? Mais, algumas moedas a olho nu não têm sinais de sujidade mas ampliadas 10x veêm-se pequenas poros de verdete junto a alguns relevos? Devo limpar ou simplesmente colocar tal como estão nos alvéolos, já que à vista desarmada nada se vê?

Obrigado ;)
“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.”
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Re:

Mensagempor Iniciantenumismata » sábado mai 01, 2010 6:10 pm

Paulo C Alves Escreveu:Caros foristas estou agora a começar no mundo da numismática e confesso que tenho muitas dúvidas. Por exemplo sobre a classificação do estado das moedas! Pelo que li existem muitas preocupações sobre em não se limpar as moedas para não as deteriorar/riscar?. Mas vistas à Lupa as minhas moedas circuladas têm todas tantos riscos e pequenas marcas, mesmo as que estão a olho nú praticamente sem sinais de uso. Isto é normal? Ou devo classificá-las todas como regulares! Podem-me dar umas dicas? Mais, algumas moedas a olho nu não têm sinais de sujidade mas ampliadas 10x veêm-se pequenas poros de verdete junto a alguns relevos? Devo limpar ou simplesmente colocar tal como estão nos alvéolos, já que à vista desarmada nada se vê?

Obrigado ;)


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As moedas que a vista desarmada têm bom aspecto então quer dizer que estão em "forma" as que vir que já estão bastante "cansaditas" o melhor é trocar por outra em melhor estado!


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vladiaqueiroz
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Re: Texto sobre estados de cons.

Mensagempor vladiaqueiroz » terça abr 05, 2011 7:45 pm

Estou na mesma situação do Tulo, atrás de material para classificar as moedas.
E também estou com dúvida na classificação porque encontrei um vendedor que classifica Soberba e Flor de Cunho separadamente. Qual então é a 'melhor'?


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