Numismática - Investimento

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miguelkosta
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#11 Mensagem por miguelkosta » domingo jan 24, 2010 7:16 pm

A propósito deste tópico deixo aqui esta notícia:


"Invista Coleccionando!

Moedas, notas, livros antigos, armas e selos são investimentos que dão sempre dinheiro. Se souber comprar...


Depósitos a prazo são um investimento seguro, mas não engordam a sua conta bancária.

A Bolsa tem estado imprópria para cardíacos. Então, onde investir o dinheiro que lhe sobra? A EXAME falou com vários especialistas e dá-lhe algumas dicas. Com uma certeza. Os investimentos alternativos vão valorizar em 2003. Mas atenção. Aplique o critério que utiliza com a sua saúde. Peça sempre uma segunda opinião. Mais. Para grandes intervenções recorra aos melhores especialistas.

Em 2002 as moedas e notas valorizam acima dos 20%. "E em 2003 esta tendência manter-se-á", garante Javier Salgado, responsável da Numisma. A prova foi o último leilão realizado no dia 12 de Dezembro. "A base de licitação de algumas moedas era bastante elevada, mas mesmo assim foram arrematas 50% acima desse valor", conta. Para entrar neste negócio o responsável da Numisma aconselha a adquirir moedas muito bem conservadas. As de ouro da 1º República são as mais procuradas.

Quanto às notas surgiram depois e duram menos. A sua rentabilidade tem a ver com a escassez. Javier Salgado indica a República, anos 20, 30 e 40 como uma boa aposta. Por fim, pode adquirir cédulas. Este "dinheiro" de emergência surgiu em alturas de convulsão social (caso da guerra de 9 1914-18) e para fazer face à escassez de moeda corrente de baixo valor.

Também com rentabilidade que podem chegar aos 20% tem as armas antigas. Nos últimos seis meses com a ameaça de guerra do Iraque com os Estados Unidos o valor das peças de grande qualidade disparou, isto porque são sempre investimentos refúgio. "Peças que subiam entre 10% e 20% passaram para os 30% e algumas escalaram até aos 50%", conta Rainer Daehnhardt, coleccionador e especialista em armas. Comprar espadas, espingardas, facas, baionetas de caça, armaduras, capacetes com mais de 100 anos, pistolas e revólveres é sempre um bom negócio. Os canhões em bronze que nunca tenham saído do mar são igualmente boas relíquias para aplicar as suas poupanças.

O mais importante é saber quem fez o objecto e por onde este passou ao longo dos anos. "Peças de casas régias ou que estão ligadas a batalhas importantes valorizam sempre", diz, continuando: "Lâminas e armas de fogo com dedicatórias também." Este ano as armaduras e armas brancas estiveram no top da procura: as chamadas armas de haste como alabardas, lanças e tiques. Um outro activo que tem feito as delícias dos investidores são as armas muçulmanas. "Antigamente estes países não ligavam à sua história, mas agora estão a comprar de volta as suas peças. Koweit, Arábia Saudita entre outros têm pago fortunas a coleccionadores ocidentais para as reaver. Quanto às armas modernas compre apenas as esculpidas pelos grandes mestres de espingardaria actual, como Rolland e Purdey. Mas não vale a pena apostar neste mercado se não cuidar do património. Se adquirir uma espada com o dourado e azul de origem não a feche num cofre, isto porque sendo construídas com madeira precisaram de ar sob pena de ganhar fungos. Os embutidos de marfim, prata e ouro se não respirarem acabam por saltar. Pegue sempre na arma com luvas e verifique a temperatura e humidade do local onde a vai colocar. Dicas que ajudarão a rentabilizar o seu investimento.

Livros que valem ouro

Já pensou rechear a sua biblioteca com verdadeiras obras-primas? Pois saiba que os livros antigos conseguem valorizações médias anuais entre 10% e 12%. É preciso saber comprar. Isabel Maiorca, directora do departamento de livros e gravuras do Palácio do Correio Velho garante: "O livro é mais valioso quanto mais rara for a sua edição." 0 estado de conservação e o estar completo ajudam igual- mente a subir o seu valor. O autografo do autor, a sua fotografia, ilustrações, gravuras e iluminuras também acrescentam uns euros ao preço. Por fim, preste atenção aos temas mais procurados.

Isabel Maiorca diz que leitura sobre arte portuguesa, caça, equitação, genealogia, livros estrangeiros sobre Portugal, monografias de terras e expansão ultramarina está sempre vendida. A literatura portuguesa modernista como Fernando Pessoa, Miguel Torga, Sá Carneiro e Eça de Queirós são também boas aquisições. A esta lista pode acrescentar os surrealistas nacionais como Mário Cesariny de Vasconcelos, António Maria Lisboa, Herberto Helder e Mário Grangeo. Do século XVII fique de olho nas obras dos padres António Vieira e Manuel Bernardes. Quanto ao século XVI mesmo VI tome nota dos seguintes nomes: Camões, Francisco Sá de Miranda e Afonso de Albuquerque. Os quinhentistas Damião de Góis, Jerónimo Osório, Fernão Lopes de Castanheda e João de Barros também podem ajudar a aumentar o seu património. Claro que falamos sempre de primeiras edições.

Não gosta das anteriores propostas, então os selos postais portugueses mais correntes podem ser a aplicação certa. "Valorizam em média cerca de 10% ao ano", diz Maria do Carmo Lencastre, directora da Afinsa, empresa responsável pela edição do catálogo nacional da especialidade. Regra geral, os selos que nunca foram colados em cartas e conservam a goma original são mais valiosos. Mas o seu preço depende sobretudo da tiragem e não da antiguidade.

Quem investe em selos portugueses fica exposto aos preços ditados pelo catálogo da Afinsa. Porém, há produtos filatélicos que podem obter ganhos superiores. mas estão sujeitos a maior especulação. É o caso das cartas postais antigas. Como a maior parte dos selos acabaram por ser descolados das cartas para preencherem os álbuns dos coleccionadores, há exemplares que são difíceis de encontrar ainda colados às cartas originais e, por esse motivo, atingem preços muito elevados em leilões.

Uma carta antiga com selos pode ultrapassar em dezenas de vezes o valor de catálogo desses selos. Tudo depende da raridade dos carimbos, das tarifas usadas e do local onde foi enviada. As cartas clássicas mais procuradas são do período de 1853 a 1875 com combinações invulgares de selos,(a tarifa comum na época era de 25 reis) e carimbos preciosos. A correspondência circulada de Portugal até cerca de 1930 para as antigas colónias é igualmente objecto de procura, com desta que para a Índia, Macau e Timor. Se encontrar uma carta portuguesa anterior a 1853, preste atenção: nessa altura não s, havia selos postais nacionais, por isso, os aspectos que contam para a valorização são os carimbos de porte o pago, as marcas de correio marítimo ou seguro, e as chanceIas com nomes de terras invulgares. Em leilão, é frequente e algumas cartas valorizarem acima de 20% ao ano.

Não é especialista em filatelia, mas quer entrar neste mercado, pode comprar produtos estruturados. Afinsa tem quatro produtos com diversos horizontes temporais de investimento e uma rentabilidade mínima garantida de 6,5% mas que pode chegar aos 40% em quatro anos."


EXAME -20 DE DEZEMBRO DE 2002
Por Teresa Cotrim e Nuno Almeida


Notícia incompleta



Nesta notícia acho que a frase mais importante é "Se souber comprar..."


;)


MoedaMania

Miguel Costa

Bruno Silva
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#12 Mensagem por Bruno Silva » segunda jan 25, 2010 4:52 pm

Se ve as moedas como investimento compre sempre moedas com baixa cunhagem e sempre MBC ,Belas ,Soberbas.Eu veijo a numismatica como um Hobby tenho um gosto por historia entendem o meu ponte de vista porque cada moeda conta-me isso(Um pedaço de historia)Desde cutura de um pais ,politico,economico .(Uma moeda pode contar muita coisa..... Nunca vi a mumismatica como um investimento.Apenas vendo moedas porque quero ter as moedas que me falta :angel:O colecinismo esta-me no sangue de eu fosse milionario ficava pobre no pescar de olhos :( :) :D :erofl: :erofl:

Alberto Paashaus
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#13 Mensagem por Alberto Paashaus » segunda jan 25, 2010 9:49 pm

Boa discussão, bastante interessante.


Moedas são investimentos sim. A partir do momento que você as compra, desembolsou dinheiro, aquilo se tornou um ativo particular seu.

Obviamente que quem coleciona de verdade, não compra as moedas com objetivo de vendê-las. Mas se um dia tiver que se desfazer delas por qualquer motivo?

Eu acho que é uma boa poupança, no final das contas. Eu mesmo gostaria muito de um dia ter um filho ou neto que pudesse dar continuidade ao que eu comecei. Mas se não for o caso, penso que minha reforma está garantida :thumbupleft:
Ajudem-me a recuperar minhas moedas furtadas por algum funcionário dos vergonhosos e mal administrados Correios do Brasil. Agradeço!

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#14 Mensagem por Alberto Paashaus » segunda jan 25, 2010 9:56 pm

Já pensou rechear a sua biblioteca com verdadeiras obras-primas? Pois saiba que os livros antigos conseguem valorizações médias anuais entre 10% e 12%. É preciso saber comprar. Isabel Maiorca, directora do departamento de livros e gravuras do Palácio do Correio Velho garante: "O livro é mais valioso quanto mais rara for a sua edição." 0 estado de conservação e o estar completo ajudam igual- mente a subir o seu valor. O autografo do autor, a sua fotografia, ilustrações, gravuras e iluminuras também acrescentam uns euros ao preço. Por fim, preste atenção aos temas mais procurados.

Um ramo de onde eu tirava dinheiro quando morei em Portugal era o dos livros. Através de muito estudo e procura, consegui comprar livros sobre literatura e história do Brasil e os vendi com ganhos de até 1500%. Os de numismática davam uma margem estreita, mas ainda ganhava aí uma média de 12%, o que não era mau.
Ajudem-me a recuperar minhas moedas furtadas por algum funcionário dos vergonhosos e mal administrados Correios do Brasil. Agradeço!

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gante
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Re: Numismática - Investimento

#15 Mensagem por gante » quinta jan 28, 2010 1:06 am

sou completamente de acordo com o que diz o sr alberto pashaus eu tambem nao colecciono moedas como forma de investimento pa ganhar dinheiro. gosto muito de olhar e mexer nas minhas moedas, embora compre algumas a mais pa vender e ganhar uns euros mas somente pa enriquecer a colecçao mas nao sabemos o dia de amanha e valorizando ou nao temos sempre o valor das moedas e 1 dia se for preciso e como se fosse 1 plano poupança o futuro ninguem o viu. :pt:
CUMPRIMENTOS:
PAULO GANTE
O MEU MAIL: paulogante@sapo.pt

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#16 Mensagem por Alberto Paashaus » quinta jan 28, 2010 1:59 am

Pois é Paulo, o que eu mais me digo é que Deus me permita não ter que me desfazer da minha coleção, mas se for necessário, ela deixa de ser hobby e passa ser investimento :thumbupleft:
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#17 Mensagem por DanteD » quinta jan 28, 2010 3:05 am

coleciono por amor, se fosse investir, faria como disseram os outros colegas, investiria em ouro, este,se precisar vender rápido, sem dificuldades pegará o cambio exato do dia, e moedas, se precisar levantar dinheiro com urgencia, nos dias de hoje , arcará prejuizo, eu nunca precisei vender, mas já comprei moedas avaliadas em 100 euros ou mais, por 15, 20 euros, não porque explorei quem me vendia....., mas sim porque não podia gastar mais do que isto, e a insistencia foi grande, porque o colecionador não encontrava de imediato quem as comprava.. mas tem uma vantagem de colecionar moedas,é uma das unicas formas de se divertir, e ainda aumentar o patrimonio. :thumbs:

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Re:

#18 Mensagem por gante » quinta jan 28, 2010 10:03 pm

Alberto Paashaus Escreveu:Pois é Paulo, o que eu mais me digo é que Deus me permita não ter que me desfazer da minha coleção, mas se for necessário, ela deixa de ser hobby e passa ser investimento :thumbupleft:
nem mais como ja dise 1 vez completamente de acordo penso exactamente da mesma maneira 1 abraço :thumbs:
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#19 Mensagem por Paul Gerritsen Plaggert » sexta jan 29, 2010 8:09 pm

Também acho que sejam um investimento, desde que se saiba comprá-las e depois vendê-las de modo adequado. Evidentemente, quem coleciona pelo grande prazer que há em adquirir uma nova peça, completando alguma série faltante, ou aquela que procurou há anos, não vai vendê-la sem extrema necessidade, ou se não tiver uma igual em melhor estado. Agora, se numismática for a profissão, não por puro colecionismo/hobby, basta se pagar o que se pede.
Acho que para quem quer investir, algumas regras simples devem ser seguidas:
1) Comprar peças de comerciantes/casas leiloeiras conhecidas e respeitadas. Caso precise revendê-las, um anúncio como ex-Heritage, ex-Baldwins, ex-Jean Elsen, ex-Schulman, etc, etc, etc., vão lhes dar credibilidade e um preço de lance mínimo sempre razoável e condizente.
2) Seguindo a mesma lógica anterior, tentar revendê-las em grandes leilões ou em consignações de grandes comerciantes. Além de serem mais expostas aos outros grandes colecionadores, costumam ser mais valorizadas e reconhecidas como boas peças.
3) Adquirir peças "clássicas", em boa conservação, com baixa tiragem e com reconhecido grau global de procura, ou raridade. Podem valorizar mais com o tempo. Moedas são que nem vinhos. Há alguns que são muito bons, mas são baratos, porém há os clássicos que mesmo já um pouco passados, sempre serão valorizados e elogiados...
4) Ouro nunca desvaloriza. Se conseguir comprar pelo menos ao peso do metal, já poderá se ter algum ganho, além do valor evidentemente numismático.
5) Algumas moedas são procuradíssimas em um país e podem não ter a mesma cotação em outro. Qualquer denário de Júlio César nos EUA, por mais gastos que estejam, não saem por menos de algumas centenas de dólares. Na Europa, pode-se comprar um do mesmo tipo e melhor conservação por 2/3 e até metade do valor. Um belo escudo português de data rara pode não ter a mesma procura, e consequentemente, a mesma valorização na Argentina. Ou seja, encalham. Saber portanto, para quem e onde vender.

Eu vejo como investimento pois sei que, se caso meus filhos um dia passarem apertos na vida, tendo recebido uma boa orientação minha, não passarão fome com as minhas moedinhas. Pois hoje não as vendo por nada! ;)
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Re: Numismática - Investimento

#20 Mensagem por palves » terça fev 02, 2010 8:39 pm

São um investimento no meu bem estar... dão-me uma enorme satisfação :thumbupleft:

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