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MensagemEnviado: terça fev 06, 2018 9:19 am 
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Reinado D.João I

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O estado não é o melhor no entanto gostei muito desta moedinha

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As minhas moedas Atualizado 20/09/2018

https://drive.google.com/file/d/1ICuDLo ... p=drivesdk


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MensagemEnviado: terça fev 06, 2018 4:18 pm 
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Reinado D.Dinis
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Mais um dinheiro de D. João I, ou pelo menos assim vejo esta moeda. Convirá lembrar que "meios reais atípicos" são coisas que não existem em documento nenhum. Nem sequer meios reais. Das fracções pouco se falava em documentos. São referidas moedas de dois soldos (num documento da chancelaria de D. Afonso V) e penso que há uma referência (rasurada) à moeda de 5 soldos (pelo menos tenho de memória ter lido sobre isso na Maria José Pimenta Ferro). A moedas de um soldo a única referência que existe é a do pregaminho de Castro Henriques. Mas estes não batem com a lei indicada no pregaminho, caso ele tenha sido bem estudado. De qualquer modo, quer a tipologia, quer a metrologia (desvalorização na talha), quer a composição química, apontam para uma clara continuidade dos dinheiros Fernandinos, que na última emissão seriam praticamente de cobre, aventando-se a lei de 1 grão (0,3% de prata). De qualquer modo, não sei se na idade Média se chegaria ao grão. Basta lembrar que muitos reais pretos, grandes e pequenos, de D. Duarte e D. Afonso V, cumprem essa pretensa lei. Aliás, analisei dez reis de D. João V, com 0,12% de prata. Será que o cobre Joanino do século XVIII era de bolhão com a lei de meio grão?


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MensagemEnviado: quarta fev 07, 2018 11:42 am 
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Reinado D.Sancho I
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Os meios Reais atípicos foram cunhados e estão referidos na crónica de D. João I de Fernão Lopes. De 1392 a 1397 foram cunhados em Lisboa, no Porto e em Évora, moedas de meio Real chamados "atípicos" com o valor de 5 soldos, e em Lisboa moedas de 1/4 de Real cruzado, todas de bolhão de um dinheiro de lei (83,3/1000/) uma liga muito baixa. Mas à semelhança dos reais e meios reais de 10 soldos cunhados entre 1386 e 1397 também em Lisboa, Porto e Évora, que inicialmente foram cunhados em bolhão de dois dinheiros de lei (166,6/1000) e que depois viram a liga enfraquecer sucessivamente até 125/1000 em 1391 e 83,3/1000 em 1392 a 1397, também estas moedas viram a sua liga sucessivamente enfraquecida até valores que não são fáceis de apurar, mas pela média de descida das anteriores poderá ter ido até 41,65/1000. Não esquecer que a casa da moeda de Évora, muito provavelmente só cunhou moeda até 1398, dado que não existem referências históricas depois disso. :thumbupleft:

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MensagemEnviado: quarta fev 07, 2018 3:24 pm 
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Reinado D.Dinis
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fernanrei Escreveu:
Os meios Reais atípicos foram cunhados e estão referidos na crónica de D. João I de Fernão Lopes. De 1392 a 1397 foram cunhados em Lisboa, no Porto e em Évora, moedas de meio Real chamados "atípicos" com o valor de 5 soldos, e em Lisboa moedas de 1/4 de Real cruzado, todas de bolhão de um dinheiro de lei (83,3/1000/) uma liga muito baixa. Mas à semelhança dos reais e meios reais de 10 soldos cunhados entre 1386 e 1397 também em Lisboa, Porto e Évora, que inicialmente foram cunhados em bolhão de dois dinheiros de lei (166,6/1000) e que depois viram a liga enfraquecer sucessivamente até 125/1000 em 1391 e 83,3/1000 em 1392 a 1397, também estas moedas viram a sua liga sucessivamente enfraquecida até valores que não são fáceis de apurar, mas pela média de descida das anteriores poderá ter ido até 41,65/1000. Não esquecer que a casa da moeda de Évora, muito provavelmente só cunhou moeda até 1398, dado que não existem referências históricas depois disso. :thumbupleft:


Oh Fernando, isso é uma boa reprodução do que se diz no reconhecido catálogo Alberto Gomes. ;) Mas tem que se justificar, senão não dá em nada... Quais são as fontes? Já agora, ficava—te bem a apresentação no fórum da página da crónica onde se diz que foram cunhados meios reais atípicos. Vá, não te esquives a isso, que o fórum só faz sentido se se partilhar conhecimento! ;)


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MensagemEnviado: quarta fev 07, 2018 3:33 pm 
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Reinado D.Sancho I
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:biglaugh: respondeste rápido amigo Iuri. Logo que tenha oportunidade partilho essa informação, que mais não seja, para abrir outro tema também ele interessante :beer:

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MensagemEnviado: quarta fev 07, 2018 4:09 pm 
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Reinado D.Dinis
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Aguardo esses gambuzinos! ;)


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MensagemEnviado: quarta fev 07, 2018 4:50 pm 
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Reinado D.Afonso Henriques

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No célebre capítulo 50 da Crónica de D. João I, Fernão Lopes nunca se refere a fracções. Identifica apenas o real de 10 soldos (e a sua declinação de 9d para 1d); o real de três libras e meia (refere apenas os de 3d) e o real branco. Quanto às ligas, tirando o que diz para o 10 soldos, Fernão Lopes diz apenas que houve inúmeras alterações, mas não refere (nem estava no alcance dele fazê-lo). Quanto a todas as outras moedas joaninas, é omisso, daí ser necessáro fazer uma nova reflexão sobre o seu posicionamento dentro dos sistemas. Para isso, as indicações metrológicas e a reflexão que o Iúri está a fazer é fundamental.
É que não há mais nada, o mais aproximado foi o M. Gomes Marques, que deixou bem claro as suas reservas (por falta de estudos, à época - não muito distante, foi há 20 anos) face a algumas terminologias que continuam a ser utilizadas.

Mesmo em relação às concessões e aos concessionários que identifica, Fernão Lopes não faz referência ao tipo específico de moedas cunhadas por eles.
Os termos "atípico", "escudetes rectos", formas de coroa, "escudos ovais", etc. são todos da numismática contemporânea. Carecem ainda de melhor confirmação.
A própria datação para a Casa de Évora pode estar a ser revista, precisamente pelo cancelamento das concessões, em 1402 , visto, aparentemente, a concessão a Nuno Álvares estar ainda activa em 1399.

Se não estou em erro ( :think: ), acho que as únicas outras designações coevas de tipos específicos joaninos é o meio real cruzado, nas Cortes de Évora, 1408, e as referências a marcas monetárias (no caso as rosas) no contexto de alteração das ligas dos 3,5£ até aos próprios pretos, em documentação da chancelaria de D. João e de D. Duarte, mas isso nem é exactamente uma moeda diferente. Mais recentemente, apareceram as referências aos pelados, no já muito citado pergaminho publicado por António Castro Henriques, em 2012.

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MCarvalho


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MensagemEnviado: quarta fev 07, 2018 4:50 pm 
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Reinado D.Sancho I
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numisiuris Escreveu:
Aguardo esses gambuzinos! ;)

:erofl: são carambolas e não gambozinos..
Ora então cá vai :D , Chronica d`El-Rei D. João I/ Fernão Lopes Vol.IV/capitulo IV PG-21/22

Há mais :think: mas tenho que voltar a ler o Vol.II e agora anda com falta de tempo. Nem sei se vou conseguir encontrar as anotações que fiz, à pressa, mas vou procurar. :green:

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MensagemEnviado: quarta fev 07, 2018 4:56 pm 
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Reinado D.Afonso Henriques

Registado: sexta nov 05, 2004 9:55 pm
Mensagens: 7842
fernanrei Escreveu:
numisiuris Escreveu:
Aguardo esses gambuzinos! ;)

:erofl: são carambolas e não gambozinos..
Ora então cá vai :D , Chronica d`El-Rei D. João I/ Fernão Lopes Vol.IV/capitulo IV PG-21/22

Há mais :think: mas tenho que voltar a ler o Vol.II e agora anda com falta de tempo. Nem sei se vou conseguir encontrar as anotações que fiz, à pressa, mas vou procurar. :green:


Nessa passagem Fernão Lopes refere-se ao lavramento dos reais de 10 soldos com lei de 1d. São os últimos :)

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MCarvalho


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MensagemEnviado: quarta fev 07, 2018 5:06 pm 
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Reinado D.Sancho I
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Mensagens: 2540
Vol.I Capitulo 50 PG 149/150

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