Justo P - Barrete do século?

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RuiFB
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Justo P - Barrete do século?

Mensagempor RuiFB » domingo out 12, 2014 1:42 am

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Numisma 100 - Lote 12 - 205 000€ + comissões

Inventário coleccionista e museólogo dos Justos de D. João II


A numeração apresenta-se dividida em três tipos principais, respectivamente: tipo IVS 1 – Numeral do monarca como 2º; tipo IVS 2 – Híbrido: anverso com legenda tipo 1, numeral do monarca tipo 3; tipo 3 – Numeral do monarca como II. Com excepção do híbrido agora identificado, esta numeração segue a tradicional divisão introduzida por Teixeira de Aragão.
Para se evitar repetições desnecessárias, apresenta-se uma descrição genérica de cada um dos três tipos principais, relegando-se para a catalogação e inventariação dos exemplares registados a indicação das variantes secundárias.
Especial cuidado foi posto na indicação dos cunhos do anverso e do reverso que serviram em várias amoedações, bem como, dos exemplares que sairam do mesmo par de cunhos

Tipo IVS 1 – Numeral do monarca como 2º (Secvndvs)


Descrição genérica deste tipo IVS 1
Anv. + IO¯ΛИS : 2º : R : PORTVG¯ΛLIE : ¯ΛLG¯ΛR : DИSQ? GVIИE, na orla circular, entre cercaduras granulada e linear (letras ¯Λ e И; corpo das letras direito sem serifas, de recorte biselado) . Ao centro, o escudo coroado das armas reais (com os 2 florões laterais e o central da coroa, em campo liso, interrompendo a cercadura interior, diadema tracejado, castelos de 3 torres, com recorte central e porta), ladeado por ornatos lisos curvilíneos com remoinhos simétricos que se prolongam do bico do escudo até aos dois florões laterais da coroa.
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT :, inscrito em cartela circular, limitada por cercadura granulada exterior. Legenda com as letras direitas sem serifa, de recorte biselado (com¯Λ ou Λ). Ao centro, a figura de D. João II, de corpo inteiro, coroado e couraçado (revestido de armadura inteira, composta por peitoral, braços e avambraços, manoplas, coxotes, joelheiras e grevas, tendo o peitoral revestido de tecido de veludo terminado em recortes em bico), com manto preso ao pescoço, que se prolonga até aos pés e enrola junto à cercadura), armado de uma espada ao alto na mão direita (espada de guarda rectiforme recta, de pomo circular com protuberâncias), cuja ponta se prolonga pelo remate do espaldar, sentado numa cadeira gótica, com espaldar alto entalhado, rematado por 5 flores de lis, com ou sem guardas laterais e com os apoios de braços projectados em perspectiva, rematados por pomos. A cartela dobra-se para baixo junto ao espaldar da cadeira, prolongando-se pelo campo interior, com as extermidades enroladas junto aos apoios dos braços da cadeira.

Características comuns dos cunhos do anverso deste tipo IVS 1:
legenda – Letras direitas sem serifa, de recorte biselado, com algumas letras de estilo gótico tardio (letras AA sem travessão central, como¯Λ; letras PP de Portvgalie como DD interrompidos em baixo; letras DD, de DNS, interrompidas em cima; letras NN invertidas como ИИ, ou sem traço de união, como II). Numeral do monarca como 2º. Legenda “Dominus” com letras adicionais não identificadas, interpretadas por vários autores como DИSQB, ou DИSD (invertido), ou DИSCB, DИSOB, ou DИSO₃.
cercaduras – exterior granulada, interior lisa circundando o escudo
escudo – castelos com três torres, traço transversal central e porta; quinas em aspa em campo liso. Ornatos lineares curvilíneos no campo lateral, com remoinhos perfeitamente simétricos à direita e à esquerda. Diferentes sentidos de rotação em cunhos diferentes (IVS 1.05 – para fora, para dentro, para fora; e IVS 1.06 – para dentro, para fora, para dentro).
coroa – com o diadema largo envolvendo o chefe do escudo, com amplo espaço intercalar tracejado, da direita para a esquerda ou vice-versa. Cinco florões em campo liso, sendo os dois laterais e o central do tipo cruz “patonce pattée”, e os dois florões interiores do tipo “cruz de besantes”, intercalados por quatro pedúnculos simples com ponto.
Características comuns dos cunhos do reverso deste tipo IVS 1:
cercaduras – exterior granulada. Não existe cercadura lisa interior.
cartela - a delimitação do campo central é feita pela cartela onde está inscrita a legenda, cujas dobras superiores tocam as guardas laterais do espaldar da cadeira
cadeira – espaldar alto entalhado, rematado por cinco flores de lis, com os apoios dos braços rematados por pomos.
Principais variantes do anverso: legenda com IO¯ΛNS, IO¯ΛИES, IOH¯ΛИES ou IOI⁺I¯ΛИES; legenda sem cruz inicial; legenda ¯ΛLGR ou ¯ΛLG¯ΛR; terminação em GVIE (não confirmado), GVIEE, GVIИ, GVIИE, GVIИEE ou GVIIIEE
Principais variantes do reverso: legenda com cruz inicial e sem os três pontos finais; legenda VT ou SICVT; PΛLMΛ ou P¯ΛLM¯Λ. Cadeira com espaldar entalhado, reticulado ou hexagonal; sem ou com guardas laterais rematadas por pomos, com pilastras que se prolongam até ao apoio dos braços; pilastras entalhadas em pináculos (em dois exemplares)
Peso médio inventariado – 6,02 g (de cinco exemplares)

IVS 1.01 – Museu Numismático Português, inv.º 13095, Aragão 4 (121 grãos = 6,026 g), Casa dos Bicos 214, Lisboa: 31 mm; 6,02 g
Anv. + IO¯ΛIIS : 2º : R PORTVG¯ΛLIE ¯ΛLG¯ΛR : DИSQ: GVIEE. Sem pontos depois do Rex
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT (sem pontos), na cartela, cujas extermidades dobram-se por baixo dos apoios dos braços da cadeira. Espaldar entalhado reticulado. Guardas laterais com pomos, prolongando-se até aos apoios dos braços, junto aos pomos. Ponta da espada junto da segunda flor de lis. Remate da cadeira com cinco flores de lis de recorte pontuado.

IVS 1.02 – Col. Cyro Augusto de Carvalho, leilão Schulman de Setembro 1905, lt. 109: sem fotografia nem indicações metrológicas. Estado BC, paradeiro desconhecido
Anv. + IO¯ΛNS 2º : R : PORTVGALIE : ALGAR : DNS : C : GVIE (?)
Rev. + IVSTVS : VT : PALMA : FLOREBIT

IVS 1.03 – Lusitania Seguros, ex-leilão Numisart da col. António Marrocos, Geneva, Junho 1995, lt 83, B Reis 4: 28 mm; 6,12 g (um pouco cerceado)
Anv. + IO¯ΛIIES : 2º : R : PORTVG¯ΛLIE : ¯ΛLG¯ΛR : DИSQ: GVIИE. Nota: este cunho do anverso serviu também para amoedar o exemplar IVS 1.07 (BES)
Rev. (sem cruz) IVSTVS : VT : P¯ΛLM¯Λ : FLOREBIT (sem pontos), na cartela, cujas extermidades dobram-se por cima dos pomos dos apoios dos braços da cadeira, que não possui guardas laterais, nem pilastras nos remates da flores de lis. Espaldar entalhado reticulado, rematado por cinco florões. Espada inclinada às 11 horas na direcção do primeiro florão.

IVS 1.04 – Fitzwilliam Museum, Cambridge, inv.º CM.12-1956, col. medieval do professor Philip Grierson, ex-leilão Glendining da col. Robert Shore, Julho 1945, lt. 24, ex-leilão Glendining da col. Richard C. Lockett, Parte III, Fevereiro 1956, lt. 268: 31 mm; 6,05 g; eixo 180°
Anv. + IOH¯ΛИES : 2º : R : PORTVG¯ΛLIE : ¯ΛLGR : DИSQ: GVIIIEE. Notável exemplar que permite analisar em todos os pormenores as gravuras deste tipo 1. Nota: este cunho do anverso serviu também para amoedar o exemplar IVS 1.05 (MNP 4881)
Rev. (sem cruz) IVSTVS : VT : P¯ΛLM¯Λ : FLOREBIT (sem pontos), na cartela, cujas extermidades dobram-se por cima dos pomos dos apoios dos braços da cadeira, que não possui guardas laterais, nem pilastras nos remates da flores de lis. Espaldar entalhado reticulado, rematado por cinco florões. Espada inclinada às 11 horas na direcção do primeiro florão. Nota: este cunho do reverso serviu também para amoedar o exemplar IVS 1.03 (Lusitania).

IVS 1.05 – Museu Numismático Português, inv.º 4881; Torre de Belém 231, Lisboa: 30 mm; 5,96 g
Anv. + IOH¯ΛИES : 2º : R : PORTVG¯ΛLIE : ¯ΛLGR : DИSQ: GVIИEE. Nota: este cunho do anverso serviu também para amoedar o exemplar IVS 1.04 (Grierson)
Rev. + IVSTVS • VT : PΛLMΛ : FLOREBIT :• (três pontos em triângulo), na cartela, cujas extermidades se enrolam em formato de novelo, por baixo dos apoios dos braços da cadeira. Guardas laterais com pomos superiores, prolongando-se até ao apoio dos braços, cujos pomos se destacam na lateral. Espaldar entalhado reticulado. Espada inclinada às 11 horas (entre a primeira e a segunda flor de lis). Remate da cadeira com cinco flores de lis de recorte pontuado.

IVS 1.06 – Casa do Infante, achado nas escavações (?): sem indicações metrológicas, paradeiro actual desconhecido, ilustração em Carvalho Pastor (2013)
Anv. ( sem cruz) IOI⁺I¯ΛИES : 2º : R : PORTVGΛLIE : ¯ΛLG¯ΛR : DИS (..) GVIИ.
Rev. (sem cruz) IVSTVS : VT : P¯ΛLM¯Λ : FLOREBIT (sem pontos), na cartela, cujas extermidades dobram-se em panos bem visíveis por baixo dos apoios dos braços da cadeira, que não possui guardas laterais, nem pilastras nos remates da flores de lis. Espaldar entalhado reticulado. Espada inclinada às 11 horas. Remate da cadeira com cinco flores de lis de recorte pontuado.

IVS 1.07 – BESNumismática #1, col. Carlos Marques da Costa, ex-leilão Schulman da col. Carvalho Monteiro, Outubro 1925, ex- leilão Sotheby´s Geneva, Novembro 1986, lt. 23, ex-leilão Sotheby´s Londres, Maio 1996, lt 37, ex- leilão Numisma Lisboa, Maio 1999, lt 10 (com erros na leitura da legenda): 30 mm; 5,96 g.
Anv. + IO¯ΛIIS : 2º : R : PORTVG¯ΛLIE : ¯ΛLG¯ΛR : DИSQ: GVIИE . Outro exemplar de excepcional qualidade, com os florões da coroa bem desenhados e o sentido da rotação dos ornatos laterais. Nota: este cunho do anverso serviu também para amoedar o exemplar IVS 1.05 (Lusitania)
Rev. (sem cruz) IVSTVS : SICVT : P¯ΛLM¯Λ : FL(B)OREBIT (sem pontos; L recunhado sobre B), na cartela, cujas extremidades dobram-se como filetes que terminam em ganchos, ladeando os apoios dos braços da cadeira (gancho virado para dentro, à esq., e virado para fora, à dir.). Cadeira com o espaldar entalhado em hexágonos, rematado por quatro flores de lis; guardas laterais com pilastras entalhadas em pináculos. Espada na vertical ao alto, com a ponta entre a primeira e a segunda flor. Nota: este cunho do reverso serviu também para amoedar o próximo exemplar IVS 2.01 (Leyden)

O estudo destes dois últimos exemplares permitiu descobrir um novo tipo híbrido, de transição nas gravuras destas amoedações, que recebeu a numeração IVS 2.

Tipo IVS 2 – Híbrido: anverso com legenda tipo 1, numeral do tipo 3


Principais características deste híbrido: a legenda do anverso mantém toda a tipologia anterior, com “¯ΛLG : DIIS?” e o mesmo desenho das letras tipo gótico, mas apresenta já a inovação do separador “ET :”, que caracteriza o tipo 3 seguinte. O reverso é igual a IVS 1.07 (BES), com a legenda “SICVT”, a cartela enrolada em ganchos e o espaldar entalhado com motivos geométricos hexagonais.

IVS 2.01 –Banco Central da Holanda, ex-col. Universidade de Leyden, Jerónimos 392, Lisboa (Gomes 22.03 a): 31 mm; 6,02 g
Anv. + IOI⁺I¯ΛNS : I I : R : PORTVG¯ΛLIE : ET : ¯ΛLG : DIIS : D (inv.)? : GVII, na orla circular, entre duas cercaduras granuladas. Ao centro, o escudo das armas reais coroadas, ladeado por ornatos lineares curvilíneos assimétricos, que enchem todo o campo e prolongam-se por debaixo dos florões da coroa.
Rev. (sem cruz) IVSTVS : SICVT : P¯ΛLM¯Λ : FL(B)OREBIT (sem pontos; L recunhado sobre B), na cartela, cujas extremidades dobram-se como filetes que terminam em ganchos, ladeando os apoios dos braços da cadeira (gancho virado para dentro, à esq., e virado para fora, à dir.). Cadeira com o espaldar entalhado em hexágonos, rematado por quatro flores de lis; guardas laterais com pilastras entalhadas em pináculos. Espada na vertical ao alto, com a ponta entre a primeira e a segunda flor. Nota: este cunho do reverso serviu também para amoedar o anterior exemplar IVS 1.07 (BES)

Tipo IVS 3 – Numeral do monarca como II


Descrição genérica deste tipo IVS 3
Anv. + IOHΛNES : I • I : R : PORTVGΛLIE : ET : Λ : D : GVINE, na orla circular, entre cercaduras granulada e lisa (letras Λ e N; corpo direito sem serifas, de recorte biselado). Ao centro, o escudo coroado das armas reais (com os 2 florões laterais e o central da coroa interrompendo a cercadura interior, castelos de 3 torres, com recorte central e porta), ladeado por ornatos lisos curvilíneos assimétricos que se prolongam do bico do escudo até aos dois florões laterais da coroa, ou pelo campo por baixo da coroa.
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT :• (três pontos em triângulo), inscrito em cartela circular, limitada por cercadura granulada exterior. Lletras direitas sem serifa, de recorte biselado (com Λ). Ao centro, a figura de D. João II, de corpo inteiro, coroado, couraçado e armado (tal como no tipo IVS 1), sentado numa cadeira gótica, com espaldar alto entalhado, rematado por 5 flores de lis, com guardas laterais rematadas por pomos, e apoios de braços projectados em perspectiva, rematados por pomos. A cartela dobra-se para baixo junto ao espaldar da cadeira, prolongando-se pelo campo interior, com as extermidades enroladas por baixo dos apoios dos braços da cadeira.

Características comuns dos cunhos do anverso deste tipo IVS 3:
legenda – Letras direitas sem serifa, de recorte biselado e tipo moderno (letras AA sem travessão central, como Λ; letras NN direitas (com uma excepção). Nome do monarca como IOHANES e o seu numeral como II. Legenda “ET : A : D :“ em vez da anterior “ALGAR : DNS”
cercaduras – exterior granulada ou lisa; interior lisa ou granulada circundando o escudo
escudo – castelos com três torres, traço transversal central e porta; quinas em aspa em campo liso. Ornatos lineares curvilíneos no campo lateral, com desenhos muito assimétricos, à direita e à esquerda
coroa – diadema linear ligado às pontas exteriores do chefe do escudo, com pequeno espaço intercalar reticulado. Cinco florões com o mesmo desenho, sendo os dois laterais mais pequenos, sem pedúnculos intercalares
Características comuns dos cunhos do reverso deste tipo IVS 3:
legenda – sempre com cruz inicial e com “VT”; terminação com três pontos em triângulo
cercaduras – exterior granulada. Não existe cercadura lisa interior. Num ou noutro caso é visível, por detrás do espaldar, o riscado da circunferência original feita pelo gravador, delimitando o campo a gravar
cartela – enrola-se sempre por debaixo dos apoios dos braços da cadeira
cadeira – com espaldar alto entalhado reticulado, apresenta sempre o desenho das guardas laterais, encimadas por pomos, que se prolongam atá aos apoios dos braços, também encimados por pomos. Espaldar rematado por cinco flores de lis, de seu desenho
Principais variantes do anverso: legenda com IOHΛNES II ou I•I; uma excepção com IOHAИES I•I (NN invertidos); letras LL de “Portvgalie” invertidas; terminação em GVII, GVIEE, GVIИ ou GVIN, GVINE ou GVIIIE, GVINEE. Fundo do campo dos florões ornamentado; florões intercalados por pontos.
Principais variantes do reverso: na figura de D. João II, o pé direito sobre a cercadura da cartela; a ponta da espada antes ou depois da primeira flor de lis
Peso médio inventariado – 5,96 g (oito exemplares)

IVS 3.01 – Museu Numismático Português, inv.º 4880, Aragão 3 (120 grãos = 5,976 g), Torre de Belém 368, Lisboa: 30 mm; 6,01 g (?)
Anv. + IOHΛИES : I • I : R : PORTVGΛLIE : ET : Λ : D : GVIИ, na orla circular, entre cercaduras lisas (letras Λ e И). Florões da coroa interrompendo a cercadura, todos do mesmo desenho, intercalados por pontos (sem pináculos), em campo liso.
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT :• (três pontos em triângulo), na cartela circular. Cadeira com guardas laterais encimadas por pomos, prolongando-se até aos pomos dos apoios dos braços. Espada com a ponta entre a primeira e a segunda flor de lis.

IVS 3.02 – Banco de Portugal # 2, ex-leilão Numisart Geneva,Junho 1995, lt. 84, B. Reis 1: 32mm; 5,87 g. Em mau estado, com 3 furos remendados
Anv. + IOHΛИES : I • I : R : PORTVGΛLIE : ET : Λ : D : GVIИ, na orla circular, entre cercaduras lisas (letras Λ e И). Florões da coroa interrompendo a cercadura, todos do mesmo desenho, intercalados por pontos (sem pináculos), em campo liso.
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT (:?), na cartela circular. Cadeira com guardas laterais encimadas por pomos, prolongando-se até aos pomos dos apoios dos braços. Espada com a ponta entre a primeira e a segunda flor de lis.

Nota: os dois exemplares acima 3.01 e 3.02 sairam do mesmo par de cunhos

IVS 3.03 – Banco de Portugal #1, col. engenheiro Raul da Costa Couvreur, Lisboa: 30,8 mm; 5,99 g
Anv. + IOHΛNES : I • I • R • PORTVGΛLIE : ET : Λ : D : GVINE, na orla circular, entre cercaduras granulada e lisa (letras Λ e N) (descentrado às 3 horas)
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT:• (três pontos em triângulo), na cartela, cujas extermidades dobram-se junto e por baixo dos apoios dos braços da cadeira. Guardas laterais com pilastras encimadas por pomos, que se prolongam directamente nos pomos inferiores, dos apoios dos braços. Espada com a ponta sobre a base da primeira flor de lis.

IVS 3.04 – Millenium BCP, Porto, ex- col. União de Bancos Portugueses: 31 mm; 5,90 g
Anv. + IOHΛNES : I • I • R • PORTVGΛLIE : ET : Λ : D : GVINE, na orla circular, entre cercaduras granulada e lisa (letras Λ e N)
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT:• (três pontos em triângulo), na cartela, cujas extermidades dobram-se junto e por baixo dos apoios dos braços da cadeira. Guardas laterais com pilastras encimadas por pomos, que se prolongam directamente nos pomos inferiores, dos apoios dos braços. Espada com a ponta sobre a base da primeira flor de lis.

IVS 3.05 – Museu Histórico Nacional, col. António Pedro de Andrade, Rio de Janeiro: 31,6 mm; 6,07 g
Anv. + IOHΛNES : I • I • R • PORTVGΛLIE : ET : Λ : D : GVINE, na orla circular, entre cercaduras granulada e lisa (letras Λ e N)
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT:• (três pontos em triângulo), na cartela, cujas extermidades dobram-se junto e por baixo dos apoios dos braços da cadeira. Guardas laterais com pilastras encimadas por pomos, que se prolongam directamente nos pomos inferiores, dos apoios dos braços. Espada com a ponta sobre a base da primeira flor de lis.

Nota: os três exemplares acima 3.03, 3.04 e 3.05 sairam do mesmo par de cunhos

IVS 3.06 – BESNumismática #2, col. Carlos Marques da Costa, Lisboa: 30 mm; 5,92 g.
Anv. + IOHΛNES : I • I • R : PORTVGΛLIE : ET : Λ : D : GVINEE, na orla circular, entre cercaduras granulada e lisa (letras Λ e N). Descentrado às 5 horas.
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT :• (três pontos em triângulo), na cartela, cujas extermidades dobram-se junto e por baixo dos apoios dos braços da cadeira. Guardas laterais com pilastras encimadas por pomos, que se prolongam por detrás dos pomos dos apoios dos braços. A figura do rei atarracada, com uma larga cintura, e o pé direito (do rei) sobre a cercadura da cartela. Espada com a ponta sobre a base da primeira flor de lis (exemplar único com este pé a sair da moldura central...)

IVS 3.07 – Numisma leilão 86, col. Elmano Costa, Dezembro 2010, ex-leilão Leu Numismatics 55, Zurique, 1992, lt 11: 31 mm; 6,04 g
Anv. + IOHΛNES : I I : R : PORTVGΛL(invertido) IE : ET : Λ : D : GVIIIE, na orla circular, entre cercaduras granulada e lisa (letras Λ, N e II). Ornatos curvilíneos do campo do escudo, com desenho prolongando-se pelo campo dos florões da coroa
Rev. + I(O)VSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT (sem pontos; V recunhado sobre O), na cartela, cujas extermidades dobram-se junto e por baixo dos apoios dos braços da cadeira. Guardas laterais com pilastras encimadas por pomos, que se prolongam por detrás dos pomos dos apoios dos braços. Espada com a ponta antes da primeira flor de lis.

IVS 3.08 – Numisma leilão 100, Outubro 2014, ex-leilão Schulman da col. Jules Meili, Maio 1910, lt 182: 30 mm; 5,88 g
Anv. + IOHΛNES : I I : R : PORTVGΛL(invertido) IE : ET : Λ : D : GVIIIE, na orla circular, entre cercaduras granulada e lisa (letras Λ, N e II). Ornatos curvilíneos do campo do escudo prolongando-se pelo campo dos florões da coroa, mas com desenhos diferentes do exemplar anterior. Também o espaço entre o escudo e o diadema são diferentes nos dois exemplares.
Rev. + I(O)VSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT (sem pontos; V recunhado sobre O), na cartela, cujas extermidades dobram-se junto e por baixo dos apoios dos braços da cadeira. Guardas laterais com pilastras encimadas por pomos, que se prolongam por detrás dos pomos dos apoios dos braços. Espada com a ponta antes da primeira flor de lis.

Nota: os dois exemplares 3.07 e 3.08 sairam do mesmo cunho do reverso, e de cunhos muito semelhantes, mas não iguais, do anverso

TIPO IVS 4 – O falso Justo do Porto


IVS 4.01 – Numisma leilão 100, Outubro 2014, ex-leilão Schulman da col. Jules Meili, Maio 1910, lt 183, ex-leilão Schulman da col. Carvalho Monteiro, Junho 1926, lt 25, ex-leilão Glendining da col. Robert Shore, Julho 1945; F Vaz J2.186 com desenho e foto do mesmo exemplar: 30 mm; 5,90 g
Anv. + IO¯ΛNES : I I : R : PORTVG¯ΛLIE : ET : ¯Λ : DNS : GVINE, na orla circular, entre cercaduras lisas ( letras ¯Λ e N). Letras II e NN de formato ampulheta; letras grossas e cheias, sem recorte biselado. Castelos do escudo como torres de quatro ameias; chefe do escudo interropido; campo ormanentado que se prolonga pelo campo dos florões. Coroa do escudo com cinco grandes florões intercalados por pontos.
Rev. + IVSTVS : VT : PΛLMΛ : FLOREBIT, numa orla circular. Ao centro, dentro de uma cercadura circular lisa que passa sob a coroa, a figura do rei de pé, coroado, couraçado e com manto preso ao pescoço, que se prolonga até aos pés, armado de uma espada ao alto na mão direita, cuja ponta intercepta a cercadura exterior. Lateralmente, elementos gráficos que pretendem representar as extermidades enroladas da cartela (que não existe), dos apoios dos braços e das guardas de uma cadeira (que não existe), encimado por pedúnculos intercalados por pontos do formato de uma coroa. Junto à orla inferior direita, a letra P de formato curvilíneo serifado.

Análise deste último exemplar


Os modernos estudos numismáticos permitiram desenvolver um método científico e estatístico de análise das características das gravuras de moedas, que ficou condensado no seguinte axioma, sobre a identificação de falsos numismas em amostras de moedas originais de um mesmo tipo numismático:

AXIOMA NUMISMÁTICO – «Numa distribuição aleatória de uma amostra significativa de moedas de um mesmo tipo numismático, é nula a probabilidade da ocorrência de um exemplar genuíno que não obedeça às características médias da população da amostra»
(António Trigueiros, Julho 2014).

Ou seja, considerando que as moedas de uma mesma época e tipo numismático, produzidas industrialmente em apreciáveis quantidades pelos mesmos processos de gravura e de amoedação, depois de emitidas transformam-se em objectos que obedecem às leis da distribuição estatística aleatória ao longo dos tempos, a sua recolha e coleccionismo dará sempre origem a uma amostra que reproduz as características médias da amoedação e emissão iniciais. Se essa amostra for significativa (em quantidade), é possível analisar as características médias da sua população, para concluir que, todo e qualquer exemplar que não corresponda às características médias da amostra é falso (não é genuíno dessa época e tipo numismático), ou não é moeda (será um conto para contar, um ensaio, ou uma fantasia).

Definições complementares:
1 – Tipo numismático: refere-se ao conjunto das gravuras numismáticas que caracterizam uma denominação monetária, como p. ex., “Justo”, “Espadim de ouro”, “Escudo de Ouro”, “San Vicente”, “Vintém”, etc. Dentro de cada tipo numismático, o nome do monarca, o tipo do desenho das letras das legendas ou as marcas monetárias do local de fabrico, não originam tipos novos, mas apenas variantes da tipologia principal. O exemplo mais flagrante de todos pode ser visto nos tostões de prata e nos portugueses de ouro de D. Manuel I e de D. João III, de que existem dois tipos distintos, o primeiro “manuelino” saído das amoedações até 1526, e o segundo “renascentista”, posterior a essa data e até 1538.
2 – Características médias da amostra: refere-se aos principais elementos decorativos e heráldicos da gravura, aqueles que marcam e definem o tipo numismático, bem como das legendas, sem cuidar se o lavor do gravador de cunhos foi cuidado ou descuidado, se a gravura é bela ou tosca. Os San Vicentes do Porto de D. João III têm uma gravura tosca do santo, sem contudo deixar de obedecer às características da tipologia dos San Vicentes desenhados por António d´Holanda (o gravador do Porto não gravou um Santo António com o menino, ou um São João com o cordeiro, ou outro santo diferente).
3 – Amostra significativa: refere-se ao número de exemplares estudados, quanto maior for melhor representará a população original. Um ou dois exemplares únicos conhecidos de um tipo numismático também único, não representa uma amostra (ex., o meio-escudo de ouro de Ceuta; o índio de D. Manuel I, etc).
Daqui se retira a importância de se inventariar, catalogar e estudar o maior número possível de exemplares de uma mesma tipologia, construindo-se uma base de dados que irá, depois, possibilitar a identificação das características médias desse tipo numismático e, só então, a sua comparação com as características dos exemplares de autenticidade duvidosa.

Foi esta a metodolgia científica que seguimos na análise do Justo do Porto: inventariamos e estudamos 14 exemplares, um número assaz reduzido comparado com outros, mas mesmo assim significativo e que consideramos como representativo deste tipo numismático.

O confronto com o Justo dito do Porto


Agora já é possível chegar a várias conclusões:
1 – O justo do Porto não obedece às características médias da gravura do anverso do seu tipo e sub-tipos IVS 1, 2 e 3, quer no desenvolvimento da legenda, quer no tipo das letras gravadas, quer no desenho do escudo real e dos florões da coroa;
2 – O justo do Porto não obedece às características médias da gravura do reverso do seu tipo e sub-tipos IVS 1, 2 e 3, quer na ausência da cartela da legenda, que se dobra e enrola no campo inferior, quer na ausência da cadeira de espaldar alto gótico encimado por flores de lis, com guardas laterais encimadas por pomos, que também não existem, quer pela figuração do rei, armado e couraçado, mas de pé, em vez de sentado na cadeira que não existe;

O estudo comparativo com os 14 exemplares acima inventariados permite ainda concluir que:
3 - o justo do Porto não foi copiado de um desenho à pena (o primeiro só foi publicado por Lopes Fernandes em 1856, não existindo na História Genealógica de 1736, nem nas Notícias de Portugal de 1763, de Severim de Faria), porque se o tivesse sido, o falsário teria sabido representar a cadeira, os apoios dos braços, os pomos, a cartela, etc.;
5 – O justo do Porto apresenta uma legenda titular igual à que aparece descrita nessas anteriores obras: «Ioannes Secundus R. Portugal. Algar. Dominus Guinè; que hé: Ioão II. Rey de Portugal, & Algarve, Senhor da Guiné». Daqui saiu IOANES II R PORTVGΛLIE ET Λ DNS GVINE, copiando o estilo da letra gótica tardia do sub-tipo IVS 1, mas dando-lhe o formato moderno do feitio de ampulheta, e sem saber que, com o numeral do monarca como II, do sub-tipo 3, o seu nome teria que ter um H como IOHANES;
4 – o justo do Porto foi copiado de um ou dois exemplares genuínos, pois que apresenta elementos misturados de alguns dos exemplares acima inventariados dos sub-tipos IVS 1 e 3, exemplares que estariam em deficiente estado de conservação, já que impediram o falsário de compreender toda a dinâmica da gravura do reverso, com o rei sentado numa cadeira gótica de espaldar alto entalhado, e circundado por uma cartela que dobra para baixo e enrola junto à cadeira, elementos esses que interpretou à sua maneira e o resultado foi uma composição sem sentido nem nexo;
5 – a época desta falsificação poderá, assim, situar-se entre 1750 e 1850, talvez mais perto da última data.

Conclusão final


Apesar do seu impressionante “pedigree” coleccionista, o justo do Porto é uma falsificação moderna, grosseira e tosca, eventualmente feita a pedido do próprio coleccionador, para colmatar uma falta de moedas do Porto na sua colecção. Depois de nela ter entrado, nenhum outro numismata ou coleccionador se preocupou, durante mais de um século, em fazer um exame técnico a esse exemplar, que foi transitando de colecção em colecção, de leilão em leilão, de catálogo em catálogo, sem nunca ter sido dada a oportunidade de ser examinado com o cuidado que merecia. Até agora.

Lisboa, 11 de Outubro de 2014
António Trigueiros
(para o Fórum dos Numismatas)

Alfonsvs
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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor Alfonsvs » domingo out 12, 2014 8:48 am

Sem dúvida o barrete do século! Pelo menos no que respeita às moedas portuguesas.
Um grande obrigado ao engº António Trigueiros, pelo trabalho de pesquisa que poucos em Portugal sabem fazer.
Fica para exemplo a seguir na observação a fazer em "interessantes" variantes que de vez em quando aparecem no mercado.
José Matos

zefer44
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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor zefer44 » domingo out 12, 2014 9:48 am

Foi com bastante interesse que li este tópico, em boa hora trazido ao Forum pelo RuiFB

Para já, e independentemente de outras conclusões pertinentes que se possam atribuir a este "objeto", creio que o preço dele não deveria ultrapassar o valor do peso do metal que o constitui ...
Horácio Ferreira


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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor RuiFB » domingo out 12, 2014 1:42 pm

Não consigo discutir a parte técnica, mas...estive no leilão e este lote foi cantado falso 3x por um amigo nosso que para mim é a autoridade máxima nestes assuntos. Se calhar não se ouviu bem. Mais à frente o processo repetiu-se nos carimbos e noutras e também ninguém quis saber, foi pena.
Tenho reparado que as leiloeiras têm grandes dificuldades técnicas na cunhagem manual. Não é por má fé, simplesmente são descuidados e não sabem mais e/ou estão tremendamente mal aconselhadas.

-----------
Relativamente ao assunto dissecado de forma genial pelo A. Trigueiros, pela lógica das coisas, foram concerteza feitos mais meia dúzia de exemplares. O artista raramente faz só uma.

De notar que a argumentação de A. Trigueiros está construída de tal forma que é praticamente impossível contra-argumentar. A aplicação do Axioma Trigueiros deve ser continuada e deve fazer escola.

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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor tm1950 » domingo out 12, 2014 4:20 pm

Foi com uma grande surpresa que vi este estudo. Obrigou-me a reler a descrição do lote no catálogo. Foi igualmente uma grande satisfação, pois aprecio estes trabalhos comparativos.
Louvo a iniciativa do autor e espero que o seu único propósito seja apenas servir a Numismática.
Foi brilhante o trabalho de pesquisa, de inventariação, de identificação, caracterização, catalogação e estudo de 14 exemplares considerados genuínos.

Como simples observador, com fracos conhecimentos sobre este assunto, creio que o trabalho poderá ser um excelente pontapé de saída para uma análise mais aprofundada.
Sem quaisquer pretensões adianto:
1. A apresentação de imagens dos 14 exemplares teria enriquecido o estudo e facilitado a sua compreensão e acompanhamento. Sem elas o texto torna-se difícil de entender, especialmente para os leigos como eu.
2. Nas “definições complementares”, parece haver alguma incongruência dentro dos parênteses “ (o gravador do Porto não gravou um Santo António com o menino, ou um São João com o cordeiro, ou outro santo diferente) ”.
3. Embora compreenda o conceito de “Axioma Numismático”, parece-me que o autor não terá retirado as conclusões mais adequadas. Com efeito, o axioma refere “é nula a probabilidade da ocorrência de um exemplar genuíno”, o que não significa que não possa haver exemplares genuínos. Ou seja, a probabilidade é zero, mas pode haver ocorrências. Portanto, poderá ser precipitado concluir que neste caso concreto o exemplar é falso, sendo desejável a expressão “provavelmente falso”.
A questão da amostra significativa é um ponto muito importante, direi eu fundamental, neste tipo de abordagem, mas, se o autor a considera significativa e representativa deste tipo numismático, pois que o seja.
4. Gostei das conclusões.
- Da nº2 retiraria “que não existe”.
- A 4ª apresenta uns pormenores romanceados que nada adiantam: "exemplares genuínos, um ou dois, em mau estado de conservação".
- Na conclusão final eu preferiria a expressão: grau de probabilidade elevado de ser falsa.
Julgo saber que a origem da moeda é desconhecida, por enquanto.
5. Faço votos que este trabalho tenha continuação, com mais vagar, mais exemplares e mais documentação.
Celso.
Saúde e Fraternidade.
Os meus leilões

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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor RuiFB » domingo out 12, 2014 5:11 pm

Celso mea culpa, no outro fórum está tudo mais fundamentado. A separação dos fóruns para mim não significa propriamente a separação da boa informação. A discussão destes assuntos em dois sítios em paralelo não adianta nem é bom de todo. Peço desculpa mas foi com a intenção da partilha de informação.

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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor EngTrig » domingo out 12, 2014 7:44 pm

Prezado Celso, muito agradecido pela sua resposta e comentários, que irei seguir e corrigir o texto (não há método científico melhor do que o das aproximações sucessivas...)

Repare,por favor, que o texto foi publicado nos Numismatas e é lá que estão as fotos, no tópico "Justo do Porto"iniciado pelo Rui (será o mesmo RuiFB?). É possível que daqui venha a sair uma publicação (em Pdf e em papel).

Da minha parte terei todo o gosto em enviar-lhe as imagens, só que neste Fórum de Numismática, não as consigo enviar...não sei porquê.

Cumprimentos do
A Trigueiros

RuiFB
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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor RuiFB » domingo out 12, 2014 8:30 pm

[code][/code]Trigueiros, confirmo.
Há gente do Numismatas que não participa aqui e gente daqui que não participa no Numismatas. Estes trabalhos devem ser transversais à comunidade, quanto mais opiniões mais perfeito ficará o seu trabalho! Se não concordarem, nem acharem bem, se o autor não achar bem ou até a administração, apague-se, com o meu pedido antecipado de desculpas pelo transtorno.
Eu ainda acredito na internet e nas cinergias :(

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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor creative » segunda out 13, 2014 3:07 am

...boa noite a todos,

Escrevo apenas para fazer uma vénia ao Eng. Trigueiros, não só pela coragem mas também pelo trabalho de investigação!

É preciso coragem para dar a cara por uma moeda deste calibre, que foi leiloada na maior instituição nacional de leilões numismáticos da actualidade!

Não tenho pena de quem levou o barrete, pois para investir 205.000 dele, é mais que obrigação conhecer até a árvore genealógica do mineiro que estraiu o ouro usado para bater esta moeda!

Gostava só de completar, que por vezes o EGO de conquistar determinado numisma cega-nos, e quando nos abrem os olhos, entramos em tal estado de negação que impede de nos desfazer-mos novamente da "menina dos nossos olhos", na minha opinião é isso que se passa com determinado(s) utilizadores deste fórum.

Cumprimentos a todos!
Quando precisam de ti, desmancham-se em facilidades, amabilidades e até as calças baixam,
Mas quando lhes pedes algo, soltam todo o seu egoísmo e falsidade!
Mais tarde, irão provar do próprio veneno e sentirão um enorme amargo de boca!

-- João Silva--

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Re: Justo P - Barrete do século?

Mensagempor EngTrig » segunda out 13, 2014 1:13 pm

Mais uma vez obrigado pelos vossos comentários. Tenho preparado um PDF com o texto e as fotos, que enviarei aos foristas interessados, com uma condição: não o publiquem em nenhum lado, já que o estudo não está completo e vai ser mais tarde publicado em papel. Quem aceitar esta condição prévia, agradeço que me envie o seu e-mail, para : editor@estudosdenumismatica.org.
Uma palavra especial para o Celso, de agradecimento, dizendo que introduzi as suas sugestões no texto.
Melhores cumprimentos,
A Trigueiros


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