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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: quinta nov 18, 2010 5:55 pm 
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Escudinho da II República

Registado: sexta nov 12, 2010 1:54 am
Mensagens: 19
Localização: Lisboa
Maravilhosa viagem no tempo!


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: quarta jan 12, 2011 7:01 pm 
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Reinado D.João V
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Registado: sábado jan 08, 2011 1:52 pm
Mensagens: 592
Localização: Madrid, Espanha
Obrigado por partilhar a informaçao

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Só sei que nada sei.


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: domingo mar 20, 2011 1:10 pm 
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Reinado D.João VI
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Registado: sábado mai 17, 2008 4:23 pm
Mensagens: 414
Localização: São Paulo, Brasil
Muito interessante, parabéns pela pesquisa. Assim como o colega Oliveira o que me atrai na numismática é a história por trás de cada moeda.

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Thiago Andrade


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: sábado set 10, 2011 9:54 am 
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Reinado D.Luís

Registado: segunda abr 06, 2009 8:44 pm
Mensagens: 194
Localização: Paredes-Porto
Bom dia. Meus amigos, quanto mais pesquiso artigos do fórum, mais fico apaixonado. Os assuntos aqui tratados, são de um interesse incalculável. Muitos parabéns

Gostaria de fazer duas perguntas:
1ª - Se fôr possivel indicar alguns livros que tratem deste tema e o local onde seja possível comprá-los.
2ª - Gostaria a título de exemplo, nos inícios do sec XIX, saber, o que dava para comprar com um pataco ou com um cruzado. Gostava também de saber em que transações comerciais usavam as Peças.
Desde já, agradeço antecipadamene.
Sousa

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Melhores Cumprimentos
Manuel Silvino


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: terça out 25, 2011 2:09 pm 
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Escudinho da II República

Registado: segunda out 24, 2011 10:44 pm
Mensagens: 5
Localização: Porto
Obrigado por partilhar.
Muito interessante.

Cumprimentos,
Alexandra Ferreira


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: domingo dez 11, 2011 11:15 am 
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Reinado D.Luís

Registado: segunda abr 06, 2009 8:44 pm
Mensagens: 194
Localização: Paredes-Porto
Bom dia. No rescaldo do excelente jantar que fizemos no Porto e na sequência de muita coisa que se falou, a propósito da curiosidade que temos sempre de saber o valor do dinheiro em cada época, eu disse que, tinha lido num livro sobre o Rei D. João VI, que quando os franceses invadiram Portugal, impuseram um imposto ao nosso país de 40 milhões de Cruzados . Vejam bem, como a história se repete, porém com contornos diferentes (apenas mais elaborados)
Aqui vai um pedacinho de história que digitalizei do livro.
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Espero que gostem
Cumprimentos
Sousa

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Melhores Cumprimentos
Manuel Silvino


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: terça jan 03, 2012 1:35 am 
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Reinado D.Miguel

Registado: quinta abr 14, 2011 11:19 pm
Mensagens: 324
Localização: Porto!
Maravilhoso! Informação interessantíssima! :thumbs: :thumbs: :bravo:

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Álvaro Reboredo

COMPRO MOEDAS EM PRATA
COMPRO MOEDAS DE TODO O TIPO E DE TODOS OS METAIS - alvaronumis@gmail.com


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: quinta jan 12, 2012 11:04 pm 
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Reinado D.Luís

Registado: segunda abr 06, 2009 8:44 pm
Mensagens: 194
Localização: Paredes-Porto
Boa noite amigos.
Na sequência da leitura do Livro da VI série de moedas dos descobrimentos (1996), alusiva ao tema de Portugal e a Rota das Especiarias, fiquei boquiaberto com o que li, relativamente aos lucros dos Portugueses, na exploração deste comércio, que a dada altura, tiveram o exclusivo.
Passo a citar:
«Quanto à viagem de Maluco, deteve-se inicialmente a Coroa, o monopólio desta carreira e do comércio do cravo. Como tentativa de fixação de gente em Maluco, o vice-rei, D. Garcia de Noronha, em 1539, libertou o comércio deste produto, continuando todavia a coroa, com a organização da viagem, que teria de realizar-se para provimento de mantimentos e dinheiro da fortaleza. Toda a gente podia assim carregar cravo em Maluco, sendo obrigado a vender ao rei, um terço ao preço de Maluco.
Ao sair da Índia para Maluco, o galeão da Coroa levava principalmente, panos de Cambaia: bergantis (certos panos de algodão), mantazes (tecido, provavelmente de algodão), cotonias (panos listrados de seda e algodão) e capas de Chaul;
De Coromandel: enrolados (panos de qualidade desconhecida) e panchavelizes (desconhece-se o significado); e de Bengala: Sanabafos, beirames, cujos produtos pagavam 8% de saída e igual percentagem em Malaca «ainda que não descarreguem».
Em Maluco cobrava-se um terço do Cravo carregado - pago à razão de 1500 réis por bar (o bar de Maluco tinha 200 cates ou seja, 273 105 kg) e pelo frete, 30% dos restantes dois terços, a que denominavam Choquel. Ao regressar a Malaca, pagariam mais 8% se o descarregassem ou três cruzados por cada bar, no caso de o transportarem até Goa ou Cochim, onde, de novo, e finalmente, voltariam a pagar mais 8%.
Francisco Pais, provedor-mor da Fazenda Rela, em Goa, exemplificava no seu relatório anexo ao orçamento de 1611, os acrescidos lucros que poderiam advir para o erário régio do comércio do cravo, afirmando que « Maluco é uma mina de cravo perpétua» mas logo acrescentava «quando não há Holandeses». Segundo Francisco Pais, o galeão carregava pelo menos 6000 quintais de cravo de particulares «comprado com seu dinheiro, pagando o terço, ou seja, 2000 q. Dos restantes 4000 q, pagariam ainda para fretes, 30%, ou seja, 1200 q. Daqui resulta que a Fazenda Real alcançaria 3200 q (53%), enquanto as partes ficariam com 2800 q. (47%)
Da venda dos 3200 q, pagar-se-iam as “liberdades” aos Oficiais do Galeão, como ao Capitão e Oficiais da Fortaleza de Maluco, cujas despesas poderiam atingir o valor de 700 quintais. Tendo em conta que, o valor mínimo do cravo em Goa era de 15$000 reis o quintal, sobrariam ainda 37 500$000. Se se descontasse o custo do provimento do galeão feito para dois anos e que era de 2 646$234, ficariam livres 34 853$766.
»


Nem pretendo sequer fazer comparações exatas, mas volvidos mais 100 anos desta data, no reinado de D. João V, uma Moeda (4$800 reís) tinha cerca de 10 grama em ouro.
Este valor do lucro (34 853$766, a dividir por 4$800 = 7 261,2
Multiplicando 7261,2 por 10 grama = 72 612 g. Se a grama do ouro vale, atualmente, pelo menos 40 euros, o lucro da Coroa Portuguesa era de 2 904 480 €, ou seja, cerca de 3 milhões de euros,somente nos impostos do Cravo

Espero que disfrutem desta informação

_________________
Melhores Cumprimentos
Manuel Silvino


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: terça jul 31, 2012 2:09 pm 
Desligado
Reinado D.Manuel II
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Registado: quarta mar 30, 2011 11:08 am
Mensagens: 78
Localização: Viseu
Olá a todos:

Indico aqui um livro que julgo ser bastante útil para a análise desta temática.
Adquiri-o em 2000 e parece-me ser muito bem feito e fundamentado.

O "real" valor do "dinheiro" - 850 anos de história de inflação em Portugal
autor - Pedro Vasconcelos
1999 Districultural.

São discriminados os valores de vários produtos pelos vários reinados e presidências.

A título de exemplo: O valor de uma galinha
D. Afonso Henriques - 2 dinheiros
D. Sancho I - 8 dinheiros
D. Afonso II - 10 dinheiros
D. Afonso III - 12 dinheiros
D. Dinis - 18 dinheiros
D. Afonso IV - 30 dinheiros
D. Fernando - 42 dinheiros
... e por aí em diante. :dance:

Um abraço
Bela

_________________
saudações numismáticas

Bela


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 Assunto da Mensagem: Re: O VALOR DO DINHEIRO.
MensagemEnviado: segunda ago 27, 2012 8:04 am 
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Senhor Escudo da I República

Registado: quinta jun 03, 2010 4:29 pm
Mensagens: 25
Muito interessante e importante, esta temática.

Alguém tem algum tipo de dados sobre o valor de construções medievais? Como, por exemplo, castelos, torres, pontes, capelas ou casas particulares?


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