[Metodologia] Critérios na formação do acervo.

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numismatica_bentes
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Mensagempor numismatica_bentes » sábado nov 20, 2010 10:22 am

Esclarecimento do autor: O texto a seguir foi retirado do Catálogo Bentes (Manual do Colecionador de Moedas Brasileiras), resultado de mais de cinco anos de estudo e exaustivo trabalho, a ser editado no próximo ano, primeiro em Portugal e posteriormente, em meados de 2011, no Brasil. Achamos por bem, na esperança de que nossa filosofia possa auxiliar tantos colecionadores quanto nos seja possível alcançar, publicar nesse prestigioso fórum, um trecho que consideramos relevante, a fim de que possa servir de subsídio ao numismata iniciante e como uma "ferramenta" a mais ao colecionador avançado.

NOTA INTRODUTÓRIA (Leitura essencial)

O Brasil passou a integrar o vasto domínio português a partir do ano de 1500. Nessa época, era Rei de Portugal, D. Manuel I, mais interessado no comércio com as Índias Orientais do que numa terra aparentemente sem riquezas, sem atrativos comerciais e habitada por índios.
Foi durante seu reinado que Vasco da Gama traçou o tão almejado caminho para o oriente, fonte de riquezas e dos mais variados produtos.

Relativamente ao outro caminho (negligenciado em privilégio de outros interesses), aberto por Cabral, a rota passou a ser explorada por toda “sorte” de aventureiros, piratas, traficantes, fugitivos da justiça, degredados, comerciantes e tantos outros. Essas pessoas, no início, chegavam, partiam e, alguns, retornavam. Muitos deles se aventuravam pelo interior da terra recém-descoberta, dando origem a pequenas aldeias e povoados, terminando por se estabelecer definitivamente no país.

No início, apesar de não existir uma colonização portuguesa incentivada pela Coroa, muitos preferiam se aventurar na nova terra a ter que enfrentar, por exemplo, a justiça que os perseguia. A Portugal, na época, só interessava o comércio do pau-brasil, cuja seiva era usada para tingir tecidos. Foi a época das expedições exploradoras.

Holandeses, ingleses e franceses, que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494) passaram a explorar a rota, sendo portanto considerados invasores dos domínios da Coroa que passou a temer a perda do território para uma potência estrangeira.

Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, a primeira em 1516, porém com poucos resultados práticos.

A terra que parecia não possuir atrativos além de belas praias, matas, e índios, começava a se revelar fonte de muitas riquezas, despertando a cobiça de outros reinos.

Porém, naquela época, as notícias não se espalhavam com a mesma velocidade dos tempos atuais. Assim, os relatos de descobertas, invasões e conquistas na outra parte do Atântico chegavam a Portugal com atraso. Mesmo porque, a Coroa ainda continuava preocupada com a intensificação do comércio com as Índias, agora sob o reinado de D. João III, tendo Vasco da Gama como o homem forte para os assuntos relativos à expansão marítima.

Nessa época, além da ascenção do Império Otomano, Espanha e França eram constantes ameaças à Coroa Portuguesa que passava por grave crise econômica.

A competição pelo comércio com o oriente, os gastos excessivos com construções e manutenção das colônias, a peste que se espalhava pela Europa, o terremoto que quase destruiu Lisboa e tantos outros problemas, terminaram por despertar o interesse de Portugal por algo “novo”; uma mudança radical de 180 graus, voltando seus olhares para a terra até então “esquecida”.

Traficantes e piratas passaram a saquear e contrabandear o pau-brasil, gerando uma grande preocupação em D. João III que
resolveu organizar, em 1530, a primeira expedição com objetivos de colonização. A missão foi confiada a Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos principais povoar o território brasileiro; expulsar os invasores e iniciar o cultivo da cana de açucar.

Assim, D. João III passou a se preocupar efetivamente com o pleno domínio do Brasil. Dividiu a colônia em capitanias-donatárias, as conhecidas capitanias hereditárias, culminando com a criação do Primeiro Governo Geral, dado a Tomé de Souza que, entre tantas tarefas, deveria se incumbir de organizar expedições a procura de ouro e prata.

D. João III foi o verdadeiro “criador” do Brasil, até então apenas uma conquista esquecida e relegada a segundo plano. Em pouco tempo, a colônia iria se tornar o elemento fundamental do império português, assim perdurando até o início do século XIX.

O ciclo da cana-de-açúcar representou um dos momentos de maior desenvolvimento econômico do Brasil, sendo durante muito tempo a base da economia colonial. O senhor de engenho era um fazendeiro, proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra escrava indígena e/ou africana e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Destacou-se também, no mesmo período, a produção de tabaco e de algodão.

Com o tempo, o que eram apenas pequenas aldeias foram aumentando; mulheres e crianças surgindo; armazéns, pequenos estabelecimentos comerciais e portos que recebiam os “visitantes” foram criados.

Logicamente, com o tempo, os índios não eram mais os únicos nativos da terra. A população aumentava e um outro tipo de brasileiro, além do índio, foi surgindo. A terra não era mais apenas um lugar de conquista e passagem ou um mero esconderijo de fugitivos.

A Colônia se expandia, o “brasileiro civilizado” surgia, o país começava a tomar forma e o comércio se intensificava.
Última edição por numismatica_bentes em sábado nov 20, 2010 10:44 am, editado 2 vezes no total.

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O início da unidade monetária.

Mensagempor numismatica_bentes » sábado nov 20, 2010 10:30 am

O INÍCIO DA UNIDADE MONETÁRIA

Conforme o tempo passava, cresciam em número e qualidade as tratativas comerciais nos principais portos e cidades do país, com as transações feitas na base da troca ou usando moeda estrangeira.

Desde o início da colonização, até a segunda metade do século XVII (ou seja, por quase 200 anos), não existia a “moeda brasileira”. À exceção daquelas cunhadas pelos holandeses com o nome BRASIL, o que existia, na verdade, era uma miscelânea, sem um padrão específico, sem método, sem disciplina. Até que, num dado momento, o sistema monetário foi sendo formado por moedas nacionalizadas através de Leis, Decretos e Alvarás.

É fácil imaginar que, naquela época, passavam pela nova terra pessoas das mais diversas nacionalidades que traziam, em suas bagagens, mercadorias e as moedas dos seus países. Assim, podemos supor que no Brasil dos séculos XVI e XVII, circulavam normalmente toda “sorte” de moedas, aceitas pelo valor intrínseco do metal em que eram cunhadas. Em outras palavras, estas moedas circulavam pelo que valiam como metal (valor intrínseco) e não pelo que estava escrito (valor extrínseco), já que este último era exclusivo do país onde eram cunhadas, sua terra de origem.

Podemos deduzir, desta forma, que circulavam no Brasil moedas portuguesas, espanholas e de suas colônias (México, Peru, Guatemala, etc), moedas holandesas, italianas, francesas, indianas, etc.

Mesmo após as medidas de austeridade impostas pela Coroa, a fim de conter essa profusão, o hábito ainda perdurou por muito tempo, prolongando-se após o final do período colonial, passando pelo Reino Unido, indo até o Império em 1830. Mesmo já existindo um padrão formal, a prática da "troca" de mercadorias por moeda estrangeiar de valor intrínseco não deixou de existir, uma constante preocupação para a Coroa que via nessa prática a perda de taxas e impostos (sonegação). Tanto é que conhecemos patacões (960 Réis), até 1827, recunhados sobre os mais diversos tipos de moedas estrangeiras, incluindo rupias indianas, piastras italianas e dólares americanos de prata. Alguns eram comprados pela própria Coroa, na Europa e em outros portos. Mas muitos tinham origem do próprio comércio interno, comprados junto a comerciantes e cidadãos comuns.

Recunhar é a intenção de nacionalizar a moeda, dessa forma criando um padrão monetário, uma unidade que expressa a soberania de quem governa um estado.
Última edição por numismatica_bentes em sábado nov 20, 2010 11:06 am, editado 1 vez no total.

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Mensagempor numismatica_bentes » sábado nov 20, 2010 10:34 am

CARIMBOS COROADOS

Os Carimbos Coroados para o Brasil se constituem, ainda hoje, em matéria obscura, confusa e sem o aval de um estudo abrangente, capaz de esclarecer persistentes dúvidas; como exemplo, o que deveria circular legalmente no Brasil; ou o que era efetivamente moeda brasileira, mesmo que circulasse também em Portugal.

Um dos objetivos desse nosso trabalho é criar um padrão homogêneo, uma disciplina, um método que possa dar ao colecionador, subsídios a fim de que sua coleção seja objetiva, prática, lógica e racional, e não um apanhado de moedas raras, caras e sem um critério que as justifique.

Colecionar não é juntar! Sob este aspecto, a filatelia parece estar anos a frente. Nas exposições internacionais como a LUBRAPEX, por exemplo, deparamos com coleções expostas com critérios bastante singulares. Existem os que se dedicam aos temas, tais como automóveis, trens, artes, borboletas, animais, etc. Existem os expositores clássicos que se dedicam à expor peças do Império, e alguns, como subcategoria desta última, que se dedicam apenas a um determinado tipo de emissão, a exemplo dos "olhos-de-boi" ou, simplesmente, numerais.

O capítulo referente aos carimbos coroados é um dos mais confusos e polêmicos dentro da numismática brasileira. Além de serem poucos os que se dedicam ao seu estudo, ainda carece de fontes fidedígnas, sendo tratado quase que exclusivamente em curtas citações de catálogos que, mesmo assim, estão repletos de informações contraditórias entre si.

Tanto com relação ao acervo, quanto à documentação que estabelecem a criação e colocação destas contramarcas, as fontes são poucas e as opiniões as mais diversas. Na verdade são isso mesmo: simples opiniões e não certezas alicerçadas em documentos comprobatórios.

Além disso, gerando ainda mais desinformação e confusão, naquela época, nem sempre as determinações contidas nas Leis e Alvarás eram observadas como deveriam. Se, por exemplo, um Alvará determinava somente a carimbagem de pesos espanhóis, isso não era garantia de que somente as patacas receberiam as contramarcas. É o caso, por exemplo, de alguns exemplares contramarcados para atender ao exposto no Alvará de 26 de Fevereiro de 1643 que determinava a carimbagem dos pesos espanhóis. Hoje, porém, apesar de raras, encontramos moedas portuguesas com aquelas contramarcas (o carimbo 120 é um exemplo), o que é um erro evidente, já que o documento é bem claro em seu texto, ordenando apenas a carimbagem das moedas hispano-americanas.

Provavelmente o leitor encontrará alguma divergência ao comparar as informações aqui expostas com o que existe em outros catálogos. Porém, é conveniente esclarecer que este trabalho é o resultado de estudo minucioso que consumiu 5 anos de exaustivo estudo e pesquisas até sua conclusão. Mesmo que não seja nossa intenção exaurir o assunto “Carimbos Coroados”, nos orgulhamos em poder dar à numismática brasileira uma contribuição que talvez possa servir de incentivo à pesquisa e que esta possa, um dia, concluir este capítulo obscuro do colecionismo de moedas do Brasil. Com tanta desinformação e falta de documentação fidedigna, é lógico que a especulação passa a ser uma constante no que se refere ao tema.

Além da mera especulação, a falta de informação e desencontros facilita a ação de falsários prontos a criarem os mais fantasiosos exemplares que, segundo a habilidade de quem os falsifica, confunde justamente pela falta de documentação que possa atestar sua falsidade.

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Re: [Metodologia] Critérios na formação do acervo.

Mensagempor numismatica_bentes » sábado nov 20, 2010 11:05 am

CONSELHOS AO NUMISMATA INICIANTE

Dessa forma, pode-se deduzir o óbvio! Que na numismática, de acordo com a disposição e a vontade de quem vende e de quem compra, principalmente, formar uma coleção de moedas brasileiras passa a ser empresa quase impossível, já que as possibilidades de que surjam exemplares jamais vistos, aumentam cada vez mais; principalmente devido a ação dos falsários, cada vez mais bem apetrechados com os recursos que a tecnologia coloca à sua disposição.

Assim, nesse trabalho, além do principal objetivo que é o de fornecer um parâmetro para valores das moedas, nos preocupamos em dar orientação a quem inicia, e também auxiliar quem já se encontra em estágio avançado.

Dessa forma, as moedas que constam em nosso catálogo se dividem em:

1. Moedas de coleção - Devidamente numeradas, dando ao colecionador um parâmetro justo de uam coleção finita e não algo que não termine nunca e consuma todas as suas economias.

2. Moedas de estudo e curiosidades - Sem numeração específica, mas acompanhadas de descrições e indicações que possam orientar o estudioso, ou servir de material de informação adicional a quem se dedica ao nobre hobby.

Em outras palavras, sugerimos ao numismata iniciante que se limite a colecionar o que está exposto, em ordem sequencial, obedecendo ao critério de numeração e disposição desse catálogo, definindo um padrão de colecionismo que lhe possibilite uma disciplina, permitindo a introdução de um critério lógico na montagem do seu acervo.

Não é conveniente se deixar empolgar por tudo que aparece no mercado numismático. Principalmente para o iniciante, que é presa fácil dos falsificadores e maus comerciantes, adotar um critério, um sistema, é preferível e aconselhável. Além disso, muitas vezes, a aquisição de um belíssimo exemplar, flor de cunho, de uma moeda relativamente comum, é mais lógico e criterioso do que a compra de alguma “raridade” que não se enquadre no tipo de coleção que iniciamos.

Um exemplo disso são os carimbos coroados. Como carecem de informações e foram “batidos” num período confuso da formação monetária do país, dando margem a erros e à ação de falsários, tudo pode surgir. Segundo a imaginação de quem conhece o assunto ou de quem pretende enganar o colecionador iniciante, entusiasta e com disposição e recursos para adquirir "peças custosas", os mais variados "exemplares" podem surgir no mercado.

Para finalizar, sugerimos ao colecionador que se limite ao que está exposto no catálogo, formando sua coleção por datas - tipos (960 Réis, 640 Réis, dobras da Bahia, por exemplo), período (moedas do Império, por exemplo), soberano (como exemplo, as moedas brasileiras cunhadas sob o reinado de D. João V), metal (um belo acervo de ouro, prata ou cobre) - haja vista ser empresa praticamente impossível possuir tudo que foi batido ou cunhado fora do país ou em nosso território.

Assim, é nossa opinião que se escolha um tema, objetivando a formação de um belo acervo, com critério, disciplina e método. Bem melhor do que um acúmulo de peças raras, sem critério, agrupadas apenas pela sua raridade e valores pagos.

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Re: [Metodologia] Critérios na formação do acervo.

Mensagempor numismatica_bentes » sábado nov 20, 2010 12:21 pm

EXEMPLO DE CRITÉRIO NA MONTAGEM DE UMA COLEÇÃO

Tema: Moedas brasileiras sob o reinado de D. João V

MOEDAS DE OURO

AU 1. Um exemplar de 20.000 réis (série dos dobrões)

AU 2. Uma Dobra (12.800 réis) de qualquer Casa, e com qualquer tipo de escudo ou efígie. O que importa é que esteja no melhor estado de conservação possível

AU 3. Um exemplar de 10.000 réis (série dos dobrões)

AU 4. Uma peça (6.400 réis), obedecendo o mesmo critério

AU 5. Uma moeda (4.000 réis)

AU 6. Uma meia-peça (3.200 réis). São moedas raras, principalmente se em bom estado de conservação.

AU 7. Uma meia moeda (2.000 réis)

AU 8. Um exemplar de 1.600 réis, sempre obedecendo o critério de qualquer Casa e no melhor estado de conservação possível

AU 9. Um quarto de moeda (1.000 réis)

AU 10. Um exemplar de 800 réis

AU 11. Um 400 réis


MOEDAS DE PRATA

AR 1. Um 640 réis

AR 2. Um 320 réis

AR 3. Um 160 réis

AR 4. Um 80 réis


MOEDAS DE COBRE

Atenção: Não inclua moedas com carimbo de escudete. Não são moedas de D. João V e sim do soberano que ordenou a aposição da contramarca.

CU 1. Um exemplar de XL réis

CU 2. Um exemplar de XX réis

CU 3. Um exemplar de X réis

CU 4. Um exemplar de V réis


Esclarecimento ao leitor: Neste ponto, completado o acervo acima, o colecionador já se encontra na condição de expositor de nível I, com uma pequena mas "poderosa" coleção, capaz de narrar parte da história de um Reino, de um país (colônia) e de toda a vida de um soberano e seu reinado. Acrescentando textos e fotos, dispostos com critério, disciplina e método, com material em expositor, inclusive com gravuras, poderá dispor de um "enredo", com início, meio e fim. Pode, por exemplo, mostrar que suas peças de ouro, dispostas em ordem decrescente, podem ser agrupadas segundo um critério, a exemplo da série dos dobrões, o que pode ser esclarecido com textos, gravuras e fotos. As possibilidades são imensas, quando existe lógica no que fazemos.

A partir daí, sua COLEÇÃO (e não um apanhado de moedas sem critério) poderá ser enriquecida como o exemplo que se segue.

AU 1.1. Um dobrão de 1724 (raro)

AU 2.1. Uma Dobra com casa, escudo, serrilha ou efígie diferente da que já possui

AU 3.1. Um meio dobrão de 1724 ou de outra data (haja vista o de 1724 ser raríssimo e muito caro quando em bom estado de conservação)

AU 4.1. Uma peça (mesmo critério usado para a Dobra)

AU 5.1. Uma moeda (4.000 réis)

Etc, etc, etc...

Os critérios, a partir do momento em que o colecionador atinge esse nível, passam a ser de foro íntimo, desde que não desvie do seu objetivo primário, no caso do exemplo, moedas de D. João V. O leitor deve ter em mente que o importante é o critério que lhe permita enriquecer seu acervo, trazendo novidades a cada exposição, fazendo com que "suba" de nível como expositor, até atingir o grau máximo "hors concours".

Um outro exemplo: Patacões recunhados sobre Sol Argentino. Uma bela coleção que requer muito empenho, dedicação, estudo e que consome anos de muita paciência, a fim de obter as peças justas.

Esperamos que com o exposto, possamos contribuir, principalmente com os que iniciam, para que formem seus acervos e que isto lhes proporcione momentos de prazer e satisfação.

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Re: [Metodologia] Critérios na formação do acervo.

Mensagempor numismatica_bentes » sábado nov 20, 2010 1:40 pm

Exemplo de ficha de abertura de exposição temática.

Numismática Brasil

Período: Colonial
Padrão monetário: Primeiro (Réis)
Metais: Ouro, Prata e Cobre
Ouro: 20.000 réis, 12.800 réis, etc, etc, etc
Prata: Idem
Cobre: Idem

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Paulo alex
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Re: [Metodologia] Critérios na formação do acervo.

Mensagempor Paulo alex » sábado nov 20, 2010 2:35 pm

obrigado por partilhar
Paulo Alex...

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Re: [Metodologia] Critérios na formação do acervo.

Mensagempor ramgu2005 » segunda dez 27, 2010 11:59 pm

Aguardo ansiosamente a publicação do catálogo...parece que será ótimo...abçs a todos.

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Re: [Metodologia] Critérios na formação do acervo.

Mensagempor |v » terça dez 28, 2010 12:13 am

Votos do maior sucesso para o seu livro, caro amigo. :clap3:
J. Valério

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Re: [Metodologia] Critérios na formação do acervo.

Mensagempor Tiago6 » terça dez 28, 2010 12:22 pm

Caro amigo, já há data prevista para o lançamento do livro?


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