Avaliações - Leis de mercado

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wavam
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#11 Mensagem por wavam » domingo jan 13, 2013 4:50 am

alguem poderia dar uma olhada nas minhas moedas e fazer uma breve avaliação? http://sdrv.ms/Y0dBZL



rodrigoleite
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#12 Mensagem por rodrigoleite » domingo jan 13, 2013 10:10 am

wavam Escreveu:alguem poderia dar uma olhada nas minhas moedas e fazer uma breve avaliação? http://sdrv.ms/Y0dBZL
Moedas comuns e que foram terrivelmente limpas, para mim o valor é nulo, só o do metal.
Rodrigo Leite

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Leandro Numismata
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#13 Mensagem por Leandro Numismata » sexta fev 15, 2013 12:29 am

wavam Escreveu:alguem poderia dar uma olhada nas minhas moedas e fazer uma breve avaliação? http://sdrv.ms/Y0dBZL
Estou de acordo com o Rodrigo.

As moedas são comuns, várias estão em estado de conservação BC ou menos e com o agravante de terem sido limpas. A limpeza é um dos fatores que colaboram para a desvalorização de uma moeda. Em síntese, as moedas, possuem valor comercial praticamente nulo.
Compro moedas de cobre brasileiras com carimbo do Pará e do Maranhão.

Leandro Guimarães Ribeiro
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Thomás
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#14 Mensagem por Thomás » sexta fev 15, 2013 12:56 am

rodrigoleite Escreveu:Moedas comuns e que foram terrivelmente limpas, para mim o valor é nulo, só o do metal.
Leandro Numismata Escreveu:
Estou de acordo com o Rodrigo.

As moedas são comuns, várias estão em estado de conservação BC ou menos e com o agravante de terem sido limpas. A limpeza é um dos fatores que colaboram para a desvalorização de uma moeda. Em síntese, as moedas, possuem valor comercial praticamente nulo.
Colegas, também não é assim!! ;)

As moedas foram sim, polidas, e também, na maioria, não estão em bom EC, mas há mercado numismático para algumas!!
Não valem só o metal!
colega "wawam",

as moedas que penso que consegue ainda vender são o 2000 réis 1907, o 2000 réis 1913 e o 1000 réis 1857. Avalio o lote em, no mínimo, 70 reais. Podendo valer até 100, talvez.
São moedas "vendáveis".
Peço que avaliem também se discordam do preço que dei :thumbupleft:

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silasuni
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#15 Mensagem por silasuni » quarta abr 17, 2013 1:19 am

Aproveitando a oportunidade :)
Se alguém se interessar e dar opinião sobre algumas das minhas :)

http://fellipemoedas.blogspot.com.br/

Abraços ;)
-------------------------
http://fellipemoedas.blogspot.com.br/

Anderson Batista
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#16 Mensagem por Anderson Batista » segunda ago 26, 2013 8:30 pm

Obrigado por compartilhar estas informações, aprendi muito com este tópico!
Abraço

maurosatoshi
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#17 Mensagem por maurosatoshi » quinta jan 03, 2019 6:44 pm

Ótima explicação.
:clap3:

maurosatoshi
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#18 Mensagem por maurosatoshi » quinta jan 03, 2019 6:50 pm

silasuni Escreveu:Aproveitando a oportunidade :)
Se alguém se interessar e dar opinião sobre algumas das minhas :)

http://fellipemoedas.blogspot.com.br/

Abraços ;)

Muito interessante e oportuno o site :clap3: :clap3: :clap3:

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Numisatlantica
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#19 Mensagem por Numisatlantica » sábado out 26, 2019 5:54 am

Acho difícil fazer uma correta avaliação de alguma moeda (ou de uma coleção inteira) tendo como base o atual sistema de classificação existente aqui no Brasil. Ele é reduzido, vago, e para mim, cheio de lacunas.

Vejo algumas coisas como: MBC+, MBC+++, FCE, etc, que para mim, soa muito estranho. Assemelha-se muito mais a técnicas de venda por parte de algum comerciante do que uma avaliação propriamente dita.

Embora poucos estejam acostumados, prefiro lançar mão da escala Sheldon.
Cada moeda é um pedacinho da História em nossas mãos! Valorize isso!

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José Gomes
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Re: Avaliações - Leis de mercado

#20 Mensagem por José Gomes » sábado out 26, 2019 8:45 pm

numismatica_bentes Escreveu:
sexta jul 29, 2011 10:31 am
Como já foi esclarecido por nós, aqui neste Fórum, o grau de raridade - e, consequentemente, o valor atribuído a uma determinada moeda - depende de determinadas variáveis que devem ser observadas com atenção.

Para que uma moeda seja considerada rara e, eventualmente, para que tal influencie sobremaneira no seu valor de mercado, não basta que sua cunhagem tenha sido baixa ou que existam poucos exemplares oferecidos aos colecionadores e investidores. O que conta realmente é o conjunto de variáveis em que um determinado exemplar se insere. Assim, uma moeda considerada comum pode atingir valores notáveis, caso seu estado de conservação, por exemplo, seja único; como aconteceu recentemente com um exemplar do 2.000 réis de prata (estrelas soltas - foto a seguir) PROOF - uma moeda relativamente comum - vendida em um leilão nos EUA por uma cifra que superou os US$ 9.000,00 (nove mil dólares). Moeda comum, em incomum estado de conservação, o que foi suficiente para que lhe fosse atribuído um valor de mercado alto.

Por que ? Porque o estado de cunhagem em que se encontra (PROOF) faz com que esse exemplar seja ÚNICO.

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A lei da oferta e da procura, certamente é um dos fatores que mais influenciam os preços das mercadorias em geral, principalmente quando estamos tratando com bens preciosos. Mas não só isso! Porém é fato que uma oferta grande tem relação inversa com o preço. Em outras palavras, quanto mais oferta, menos procura e, consequentemente, um ajuste de preço "para baixo" é necessário para que o mercado possa fluir.

Com relação aos dobrões de D. João V, por exemplo, até há algum tempo estas moedas não apareciam com frequência no mercado. O comprador que pretendesse adquiri-las, deveria consultar várias casas numismáticas e aguardar por um bom tempo até que um único exemplar lhe fosse apresentado. De uns três anos para cá, essa situação mudou consideravelmente, com centenas de exemplares sendo oferecidos em leilões internacionais, fazendo com que a cotação dos dobrões (20.000 réis de D. João V) experimentasse uma notável queda em relação aos preços praticados em anos anteriores.
Até mesmo o exemplar de data 1724 (foto a seguir), antes considerado raríssimo, somente no ano de 2010, compareceu em 5 leilões distintos, entre os EUA, Suiça e Portugal, tendo sido oferecidos mais de 8 exemplares dessa moeda que, se antes era considerada da mais alta raridade, hoje faz fadiga em conseguir um R3, sendo melhor classificada em R2, no contexto de uma avaliação que vai de CC (muito comum) a R5 (da mais alta raridade) .

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O leitor deve estar atento a esta lógica de mercado que não é diferente daquela praticada comercialmente com qualquer produto, principalmente quando diz respeito aos bens preciosos. Certamente, os exemplares FDC terão sempre seu posto assegurado, com um valor distanciado de suas “irmãs” em estado de conservação inferior. Mesmo assim, convém salientar que, se há alguns anos, um exemplar do dobrão de 1724 qFDC (quase flor de cunho) poderia tranquilamente atingir a cifra dos US$ 45.000,000 ou mesmo US$ 50.000,00 em um leilão de prestígio internacional, hoje mal consegue atingir a cifra dos US$ 30.000,000 (€ 14.000,00), fazendo algum esforço para ultrapassar essa barreira. Notável também o fato de que, no passado, o dólar estava muito mais bem cotado, portando o preço do exemplar à paridade com sua cotação em euros.

Um outro claro exemplo, refere-se ao 960 réis 1832 R, FDC que vem experimentando uma queda vertiginosa em sua avaliação, justamente devido à grande quantidade dessas moedas que tem aparecido ultimamente no mercado.

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Figura: 960 réis 1832 R, em estado de conservação FDCE (flor de cunho excepcional). A descoberta de um lote de mais de 32 destas moedas e a consequente frequência com que tem aparecido no mercado, oferecida por comerciantes e em leilões internacionais, contribuiu para que o preço dessa moeda caísse dos 10.000 dólares praticados inicialmente para 4.500 dólares (pouco mais de 3.000 euros), mesmo com a baixa cotação da moeda americana.
Olá, saudações.

Uma dúvida: até que ponto é aconselhável discutir o E. C. de uma moeda considerada única, e que não consta em nenhum catálogo?

Muito obrigado, antecipadamente.

Gomes.

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