40 RÉIS 1829 B COM 2 CARIMBOS. EX COLEÇÃO SOLANO DE BARROS

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José Gomes
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40 RÉIS 1829 B COM 2 CARIMBOS. EX COLEÇÃO SOLANO DE BARROS

Mensagempor José Gomes » quinta jul 27, 2017 11:21 pm

Olá, saudações a todos.

Acabei de receber a moeda que estou a postar abaixo, que para mim tem uma relevância especial: pertenceu à coleção do Dr. Solano de Barros, numismata e ex diretor de numismática do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, além de ser uma moeda com uma carimbagem pouco comum, tendo em vista que traz o carimbo do Ceará e um carimbo geral de 20.

Mas, o que mais me coloca a pensar é saber que uma coleção importante foi fragmentada e vendida em diversos leilões, e, então, vem a pergunta: a família do numismata não gosta da numismática? Não intenciona manter a coleção na família? Parece-me que a resposta é que muitos familiares de numismatas estão mesmo interessados em "dividir o apurado", depois da partida do patriarca, apenas isto.

Um antigo comerciante de moedas do Recife, o saudoso Zé Francisco, era categórico em afirmar: mulher não gosta de moeda. E quando o marido morre, a coleção é vendida na primeira oferta. E pelo que parece, ele estava certo.

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A moeda vai para a coleção juntamente com o seu envelope, que para mim já é um documento.

Visitas e comentários sempre bem vindos.

Gomes.

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silvio2
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Re: 40 RÉIS 1829 B COM 2 CARIMBOS. EX COLEÇÃO SOLANO DE BARROS

Mensagempor silvio2 » sexta jul 28, 2017 5:27 am

José Gomes Escreveu:Olá, saudações a todos.

Acabei de receber a moeda que estou a postar abaixo, que para mim tem uma relevância especial: pertenceu à coleção do Dr. Solano de Barros, numismata e ex diretor de numismática do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, além de ser uma moeda com uma carimbagem pouco comum, tendo em vista que traz o carimbo do Ceará e um carimbo geral de 20.

Mas, o que mais me coloca a pensar é saber que uma coleção importante foi fragmentada e vendida em diversos leilões, e, então, vem a pergunta: a família do numismata não gosta da numismática? Não intenciona manter a coleção na família? Parece-me que a resposta é que muitos familiares de numismatas estão mesmo interessados em "dividir o apurado", depois da partida do patriarca, apenas isto.

Um antigo comerciante de moedas do Recife, o saudoso Zé Francisco, era categórico em afirmar: mulher não gosta de moeda. E quando o marido morre, a coleção é vendida na primeira oferta. E pelo que parece, ele estava certo.

A moeda vai para a coleção juntamente com o seu envelope, que para mim já é um documento.

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Gomes.

Amigo José Gomes
Antes de mais, parabéns pela aquisição desta moeda, pela sua raridade e história! :clap3:
Quanto ao restante da sua prosa, infelizmente, é a realidade de muitos coleccionadores (a família não apreciar nem valorizar, até no aspecto sentimental, as colecções e, após "a partida" do titular, desfazem-se por "qualquer preço" daquilo que levou muitos anos de paixão e de economias ...)
Enfim, meu caro, aí como cá, parece que o "fado" é o mesmo. :(
Abraço. :thumbupleft:
Cumprimentos,
Sílvio Silva

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José Gomes
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Re: 40 RÉIS 1829 B COM 2 CARIMBOS. EX COLEÇÃO SOLANO DE BARROS

Mensagempor José Gomes » sexta jul 28, 2017 8:00 pm

silvio2 Escreveu:
José Gomes Escreveu:Olá, saudações a todos.

Acabei de receber a moeda que estou a postar abaixo, que para mim tem uma relevância especial: pertenceu à coleção do Dr. Solano de Barros, numismata e ex diretor de numismática do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, além de ser uma moeda com uma carimbagem pouco comum, tendo em vista que traz o carimbo do Ceará e um carimbo geral de 20.

Mas, o que mais me coloca a pensar é saber que uma coleção importante foi fragmentada e vendida em diversos leilões, e, então, vem a pergunta: a família do numismata não gosta da numismática? Não intenciona manter a coleção na família? Parece-me que a resposta é que muitos familiares de numismatas estão mesmo interessados em "dividir o apurado", depois da partida do patriarca, apenas isto.

Um antigo comerciante de moedas do Recife, o saudoso Zé Francisco, era categórico em afirmar: mulher não gosta de moeda. E quando o marido morre, a coleção é vendida na primeira oferta. E pelo que parece, ele estava certo.

A moeda vai para a coleção juntamente com o seu envelope, que para mim já é um documento.

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Gomes.

Amigo José Gomes
Antes de mais, parabéns pela aquisição desta moeda, pela sua raridade e história! :clap3:
Quanto ao restante da sua prosa, infelizmente, é a realidade de muitos coleccionadores (a família não apreciar nem valorizar, até no aspecto sentimental, as colecções e, após "a partida" do titular, desfazem-se por "qualquer preço" daquilo que levou muitos anos de paixão e de economias ...)
Enfim, meu caro, aí como cá, parece que o "fado" é o mesmo. :(
Abraço. :thumbupleft:


Olá, boa tarde, amigo Sílvio.

É essa uma realidade que às vezes chega a incomodar, mas, é a vida.

O saudoso Zé Francisco, citado acima, contava, entre um e outro cigarro, que há muitos anos comprou de morador de rua uma lata com 28 quilogramas de moedas de prata, que teriam sido encontradas em um lixão. Sinceramente, não posso atestar a veracidade dessa história, mas, pelo prisma que estamos abordando, essa história chega a ser plausível.

Um abraço.

Gomes.


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