1932 500 réis, "coletinho"

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AdrianoHS
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1932 500 réis, "coletinho"

#1 Mensagem por AdrianoHS » sábado dez 14, 2019 5:15 pm

Boa tarde, amigos.

Final de ano, preguiça se instalando. Decidi revirar as sucatas remanescentes da tediosa república. Estas encontrei bem no início. Alçadas a escassas hoje, mas sem maior relevância até os anos 60 (caprichos do mercado), são relativamente comuns. Faz parte do conjunto denominado "série vicentina", que prestigia o 4° centenário da colonização brasileira, tendo como referência a bem sucedida capitania de S. Vicente (1532). Com valores de 100, 200, 400 em cuproníquel, 500 e 1000 em bronze-alumínio e 2000 réis em prata 500%. (estes também encontrei em excelente estado aqui). Por ser a de 500 a mais visada e falsificada também da série as compartilho. Diâmetro de 22,50 mm e peso de 4 g, com marca do gravador Calmon Barreto de Sá Carvalho. Não vou entrar na opinião estética, gosto é gosto. :thumbs: :erofl: Poderiam ter gravado os nomes dos homenageados nas peças.
A personagem nesta é considerada artífice do modelo bandeirante. João Maldonado (apelidado Ramalho), aventureiro náufrago na busca pela ilha paraíso (provavelmente alguma terra mítica no Caribe) encontrado aqui, já em 1513, adaptado aos índios. São nebulosos os motivos para estar aqui. A hipótese da ilha é uma entre várias, escolhi a mais simpática. :jumpgreen:
Genro do cacique Tibiriçá, foram figuras centrais na permanência lusa em São Paulo, inicialmente evitando uma grande batalha contra os conquistadores no litoral onde sua tribo, mais tarde, acabou servindo de força militar auxiliar para os portugueses, sob seu comando. Considerado herói paulistano pela defesa à nascente cidade, deu combate contra a federação indígena formada na guerra pela expulsão dos portugueses (que já praticavam captura, escravidão e sistemática supressão das comunidades locais arredias), decisivo no cerco de Piratininga em 1562, que venceu. Morreu com honras e respeito em avançada idade. O apelido coletinho se dá pela imagem do gibão de couro/tecido almofadado, atribuido ser padrão da indumentária bandeirante, útil em combates e trânsito na mata, mais leve que uma armadura, o deslocamento rápido era essencial para essas tropas.
Não tem Permissão para ver os ficheiros anexados nesta mensagem.
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gil costa
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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#2 Mensagem por gil costa » sábado dez 14, 2019 7:21 pm

Interessante!
__
(pareceram-me falsas quando olhei para elas e depois oiço que é precisamente a mais falsificada. omg. A palavra-chave é "depois". Eu se soubesse falsificar moedas - parecendo que não, ainda dá trabalho - nunca falsificaria essa: é baratuxa e difícil porque causa do intrincado desenho. Porque dizem que há falsas?! Há mesmo?!)
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AdrianoHS
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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#3 Mensagem por AdrianoHS » sábado dez 14, 2019 7:34 pm

gil costa Escreveu:
sábado dez 14, 2019 7:21 pm
Interessante!
__
(pareceram-me falsas quando olhei para elas e depois oiço que é precisamente a mais falsificada. omg. A palavra-chave é "depois". Eu se soubesse falsificar moedas - parecendo que não, ainda dá trabalho - nunca falsificaria essa: é baratuxa e difícil porque causa do intrincado desenho. Porque dizem que há falsas?! Há mesmo?!)
Olá, gil.

Totalmente originais, é muito fácil as distinguir das falsificadas. Existem cópias/falsificações aos montes desse monstrinho...digo moedinha.
Não sei o que define por baratuxo, mas elas são oferecidas não raro por +/-150 euros, às vezes até mais. Tem doido para tudo. Por mim tanto faz, já as tenho e nunca compraria uma. :jumpgreen:
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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#4 Mensagem por silvio2 » sábado dez 14, 2019 8:36 pm

Muito interessantes, não só o "curioso" texto como, também, as moedas que ilustram o Tópico. :D
Obrigado, amigo Adriano, pela disponibilidade e partilha. :santa: :thumbupleft:
Cumprimentos,
Sílvio Silva

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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#5 Mensagem por fernanrei » domingo dez 15, 2019 11:18 am

É uma excelente apresentação de uma moeda que tem uma carga simbólica expressiva. Para quem fala em falsas! Seria muito útil para todos publicar o conjunto de aspectos que levaram à suspeita. Estamos sempre a aprender e por vezes há pormenores que passam despercebidos a uns, mas caem na malha mais rigorosa de outros. Por vezes nem é a questão do rigor, é mais a forma diferente de se apreciar os numismas. :thumbupleft:
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RBNumis
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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#6 Mensagem por RBNumis » sexta jan 10, 2020 3:36 am

Antes de mais nada: PAREM de chamar essa moeda de ''coletinho''. A peça de roupa ilustrada na numisma é um GIBÃO, não é um COLETE. O Gibão é uma peça de roupa acolchoada, geralmente em couro bem grosso, com ou sem mangas, e tem como função principal proteger o bandeirante (contra insetos, animais peçonhentos tais como cobras, escorpiões, lacraias, comunistas, mosquitos e outros parasitas, e PRINCIPALMENTE contra setas indígenas) ao adentrar nas selvas do interior do Brasil. Tem a função talvez parecida ao atual ''colete (arghh!) à prova de balas" da polícia, (será daí que alguns numismatas burraldos passaram a chamar de ''colete''?) mas no caso, era pra amortecer flechas dos índios. Mas não é um colete, é um GIBÃO BANDEIRANTE. A diferença é ENORME.

Não vou mencionar balança e paquímetro, pois isso é regra geral para TODA e QUALQUER moeda. Geralmente o uso desses dois instrumentos já basta pra identificar quase tudo que é falso. Mas a imensa maioria dos pretensos numismatas que conheço, sequer tem esses dois instrumentos! Imagine então que eu ia mencionar MICROSCÓPIO de bolso aqui, com aumento entre 40-100x! Aí fica complicado...

Temos ainda o exame da serrilha. A olho nu mesmo. A serrilha dessas peças em especial é algo imperfeito. Serrilhas perfeitinhas demais, ligue o sinal de alerta.

Além disso, temos:

1) Onde eu bato o olho primeiro é: As originais tem 3 riscos dentro do "R" de "Réis". Na falsificação, a gola do Gibão é mais fina e possui linhas verticais mais precisas.

2) Há de se averiguar a qualidade da cunhagem, a profundidade dos sulcos do design, etc. É pra isso que servem as lupas na numismática. Não as lupas chinesas de plástico, mas as boas - e infelizmente, caras - lupas de vidro. (Microscópio aqui também. O meu é do tamanho de um isqueiro, trago no bolso e aumenta 40-100x). No original é possível distinguir fios de barba individuais no busto, especialmente se a moeda for flor de cunho e estiver bem cunhada. Na falsificação, a barba é mais arredondada e de poucos detalhes (“barba postiça de papai noel”).

3) No canto superior direito, na palavra DA (da frase “centenário DA colonização”): No original, possui dois pontos, ficando •DA• e na falsificação, em geral e na maioria delas só há ponto no lado esquerdo, ficando •DA. Mas cuidado, há exceções a essa regra.

4) No forro inferior do Gibão, são 7 linhas verticais no original. Na falsificação, são 8 linhas.

5) O padrão xadrez do Gibão é arredondado no original, dando a sensação de enchimento e acolchoamento, tal como é mesmo um verdadeiro GIBÃO BANDEIRANTE. Na falsificação, são linhas extremamente retas, tal como um mero COLETE de pano pintado de xadrez. (Entenderam agora a minha birra com o nome de ''coletinho''?).

6) Existem as falsas chinesas modernas e atuais, do tipo que não enganam ninguém (com aspectos diferentes no design, como p. ex. faltando a fivela do cinto do gibão bandeirante - de novo: esse é o nome do ''coletinho'' -, ou com o bandeirante João Ramalho com olhos puxados parecendo um chinês, serrilha que faz a moeda parecer uma roda dentada de engrenagem, quando as originais são sulcadas, e etc) Dessas, existem uns 3 ou 4 tipos diferentes, de "casas da moeda" chinesas diferentes... e também existem as falsas de época, bem feitas aqui mesmo no Brasil, que circulam abundantemente nas casas numismáticas e encontros, nas mãos dos ''grandes comerciantes'', e que podem enganar facilmente aqueles que não examinam suas peças recém adquiridas com uma boa lupa. A pessoa compra confiando no suposto e alegado ''renome'' do fulano comerciante, e leva fumo. Mas é bom que a pessoa aprende a confiar no SEU PRÓPRIO conhecimento e não no dos outros, não é mesmo?? Dessas, já vi de dois tipos diferentes, sendo que, até onde pude averiguar, uma foi feita ainda nos anos 1930's, e outra nos anos 1970's, por um camarada chamado Moise Gabbai, que se dizia ''artesão em moedas'' - o mesmo que fez aqueles acrílicos pra moedas do sesquicentenário da independência. Agora veja: São falsas com seus no mínimo quase 50 anos de idade e em metal amarelo (latão), ou seja, serão encontradas com lindas pátinas! Todo cuidado é pouco...

7) Essa moeda NÃO CIRCULOU na mão do povão, ao contrário das demais da mesma série. Essa de 500 réis foi feita para colecionadores, por isso a baixa tiragem de 30 e poucos mil. Portanto, só deve ser adquirida FLOR DE CUNHO. Abaixo desse estado de conservação, ou a peça foi mal armazenada, mal cuidada, (e aqui o preço de mercado deve - ou deveria - cair exponencialmente) ou se aparentar estar desgastada por circulação, é provável falsa.

8) Por fim, se você é iniciante, tem pouca experiência em examinar moedas, recomendo que antes de comprar essa peça, leia tudo o que puder sobre falsificação de moedas. Há bons livros e muitos artigos e vídeos gratuitos na internet, infelizmente quase tudo em inglês, mas dá pra aprender muita coisa. Lendo, você aprende a saber onde e como olhar pra uma moeda em busca de indícios de fraude e falsificação.

9) Se você tem R$ 700 pra comprar essa moeda (que custava R$ 40 até 2012, e cujos preços foram artificialmente inflados por leiloeiros de facebook, pessoas totalmente analfabetas em numismática, mas ensandecidos por dinheiro e com uma ganância desmedida), use a sua massa cinzenta e compre um patacão 960 Réis, ou um cobre colonial acima do MBC. Ambos são peças únicas! Não acharás outra igual! Não percais vosso tempo com essa moeda sem história e feita pra ser colecionada, e que é alvo de especulação artificial. Essa é uma peça para bobalhões.

10) Alguns pilantras estão falsificando até mesmo o estojo de madeira redondo onde a série vinha acomodada. Existem dois tipos de estojos originais, onde se diferenciam na disposição com a qual as numismas são acondicionadas no mesmo: O primeiro, é como se tivesse sobrado um espaço pra por mais uma moeda, (mas sem terem feito o buraco) e o segundo as moedas formam um pentagrama. Os originais tem o logotipo CASA DA MOEDA - BRASIL com o desenho do edifício da CM simplesmente CUNHADOS NA MADEIRA da tampa do estojo, (não é esculpido!), algo dificílimo de ser falsificado. Se for gastar dinheiro nisso, compre o ORIGINAL. Não deixe lixo falsificado de herança aos seus familiares.

11) Se você é do tipo ''vou comprar a réplica chinesa pra tapar o buraco no álbum''... Para ser educado e não mandá-lo direto às favas, recomendo que vá colecionar tampinhas de garrafa. Saia da numismática, essa ciência, que requer ESTUDOS, não é para você. Além disso, aqueles que compram estas falsificações para revenda no mercado numismático brasileiro, mesmo que as vendam anunciando como “réplicas”, são tipicamente uns vagabundos sem moral, sem o menor caráter e de baixíssima reputação. Este tipo de safado deve ser extirpado do meio numismático, como o escória que é, tal como se arranca uma erva daninha de uma horta. Devem ser amplamente denunciados tal como o bandido canalha que é, e fazer constar o nome nas Listas Negras da numismática nacional. Já diz um nobre membro desse fórum: NÃO COMPRE FALSIFICAÇÕES CHINESAS, NÃO COLABORE COM MERCADO CRIMINOSO.

É isso. No mais, eu abandonei a numismática recentemente e já me desfiz de 100% de minhas numismas. Postei aqui hoje a pedido de um amigo que viu o tópico e pediu minha ajuda. Portanto, ''postei e saí correndo'', e provavelmente não irei voltar a este tópico. Desculpem a sinceridade nas palavras, mas mais vale a dor da sinceridade do que os afagos da mentira. Abraços a todos.

AdrianoHS
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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#7 Mensagem por AdrianoHS » sexta jan 10, 2020 5:24 am

Olá, RbNumis.

Não entendi dessa bronca toda (à não ser que alegue estas serem falsas :duel: ), não sendo o caso, concordo com praticamente com tudo que afirmou e são facílimas de detectar. Falsificações, falsificadores e detratores devem ser relatados sempre. Se for, moramos no mesmo local e dirimirá o equívoco facilmente. Se desejar, claro :thumbs:
E vale para a maioria das peças república ditas raridades, mercado artificial e majorado pela ganância. O termo "coletinho", como toda boa peça de marketing, tem de ter um rótulo simpático e sedutor ao "consumidor". Confesso ser a única coisa legal nessa peça, "por isso as aspas no título", o apelido comercial. É engraçada a alusão e mais ainda quem tenha gibão por colete como coisas análogas. Condescendência demais encarar tal gravidade nisso. :erofl:
Se ater nisso, com humor ou não, é irrelevante.
Um dia desses apresento a maior picaretagem república, as infames poligonais 37.

Boa "corrida", pena deixar o colecionismo, muito divertida a experiência. A dor dos fatos.

Abraços. :beer: :rotate:

Obs. Já que fornecer subsídios de identificação publicamente abastece falsários para produção de, hipotéticas, novas falsificações não parece ser problema. Deixo uma além dessas.
Dica mais fácil, todas originais tem sombreado/ressalto no lado direito, do abservador, interno na gola. E circularam bacana várias, além de mal feitas. (Foto publicação Caffareli)
O primeiro estojo, dado em ordenamento (em jacarandá), com o espaço central, chamado virador, local onde poder-se-ía (saudades do Temer) apreciar as peças deste estojo (anverso e reverso) fora de seus nichos muito justos e foram pouquíssimos, o resto circulou ou não. Nada demais a moeda, criada ser a "rara" de conveniência do mercado. Ler e estudar fazem bem, realmente.
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fcar
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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#8 Mensagem por fcar » sábado jan 11, 2020 1:56 pm

Agradeço pelas fotos e informações, antes de me registrar aqui por onde eu andava essa era a mais comentada, apenas um vendedor me aconselhou a guardá-la, por ser uma compra antiga eu não acredito que seja falsa, mas o peso/balança me deixou em dúvida, vou ter que conferir as demais informações.

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gil costa
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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#9 Mensagem por gil costa » sábado jan 11, 2020 7:26 pm

Se o peso não está certo, qual é a dúvida?
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doliveirarod
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Re: 1932 500 réis, "coletinho"

#10 Mensagem por doliveirarod » segunda jan 13, 2020 4:11 am

A peça de roupa ilustrada na numisma é um GIBÃO, não é um COLETE. O Gibão é uma peça de roupa acolchoada, geralmente em couro bem grosso, com ou sem mangas, e tem como função principal proteger o bandeirante
Exato. Esse nome "coletinho" foi dado por quem não sabe e acabou pegando, mas é isso mesmo, um gibão de bandeirante paulista. Aqui um tópico sobre a série:

http://www.forum-numismatica.com/viewto ... 54&t=22792

As moedas do Adriano são boas, nada a apontar, estão muito bonitas.
Se você tem R$ 700 pra comprar essa moeda (que custava R$ 40 até 2012, e cujos preços foram artificialmente inflados por leiloeiros de facebook, pessoas totalmente analfabetas em numismática, mas ensandecidos por dinheiro e com uma ganância desmedida), use a sua massa cinzenta e compre um patacão 960 Réis, ou um cobre colonial acima do MBC. Ambos são peças únicas! Não acharás outra igual! Não percais vosso tempo com essa moeda sem história e feita pra ser colecionada, e que é alvo de especulação artificial. Essa é uma peça para bobalhões.
Bem por aí. Há uns anos era uma moeda fácil em qualquer banca, até que começou uma especulação violenta em cima dela, e o preço do "coletinho" foi p/ as alturas... Tem gente vendendo a R$ 600/700, um preço impensável racionalmente para esse tipo, mesmo considerando a baixa tiragem de trinta e quatro mil e poucas peças. O catálogo Bentes, por exemplo, em 2017, marcava 110 reais para uma em estado soberbo. De fato pode ser "ouro de otário", pois os comerciantes vão desovar seus estoques, e as moedas que estão no exterior estão voltando "p casa', p serem vendidas aqui. O resultado será uma grande oferta dentro em breve.

Essa e as tais moedas de real bimetálicas (bandeira, DH, etc... com milhões de cunhadas) são coisas que eu não compro.
http://www.megaleiloes.com/leiloes.php? ... liveirarod ML - http://lista.mercadolivre.com.br/_CustId_14426169
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