8 Reales cob/macuquina (1589-1617) México Mo F - O Naufrágio do São José e o tesouro de Filipe

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8 Reales cob/macuquina (1589-1617) México Mo F - O Naufrágio do São José e o tesouro de Filipe

Mensagempor Thomás » sexta mai 19, 2017 1:26 pm

8 Reales cob/macuquina (1589-1617) México Mo F

Moeda difícil de aparecer em bom estado, pois a grande maioria das moedas de tal naufrágio sofreu intensa corrosão, pois o navio se destroçou no solo marinho, espalhando o tesouro.


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O Naufrágio do São José e o tesouro de Filipe III

Em Março de 1622, uma frota de navios partiu às pressas do porto de Lisboa com uma missão urgente. Tendo como destino Goa, a capital do enorme Império Português no além mar, na frota estava o capitão Francisco da Gama, cujo bisavô, o lendário Vasco da Gama, foi o primeiro europeu a pisar na Índia através da rota marinha. Quando o primeiro Da Gama descobriu Goa em 1498 ela era o maior centro de trocas da Costa Oeste Indiana, vindo a se tornar mais tarde o território mais importante de Portugal para controle do comércio de especiarias. Agora, mais de um século depois, O bisneto de Vasco da Gama estava retornando a Goa à mando de Filipe II de Espanha, àquela época, Filipe III de Portugal, em questão da União Ibérica.

A pequena frota portuguesa, cujo navio principal era o São José, deixou o país às pressas em questão de rumores de que os britânicos pretendiam tomar Hormuz, uma ilha ocupada pelos portugueses, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo do Omã.

Esse ponto estratégico servia de portão para a rota das especiarias, sendo a única passagem pelo Golfo Pérsico até a Índia. Seguindo para Goa, a brigada portuguesa planejava bloquear a ação dos ingleses e evitar a perda da tão importante ilha.

O São José era uma embarcação imensa. Armado com canhões de latão, era o típico navio usado para idas ao Oriente, transportando cargas, passageiros e as fortunas anuais conquistadas pelos portugueses no comércio na Índia. O São José carregava um carga expressiva: o lendário tesouro de prata de Filipe III, entregue a Francisco da Gama, à caminho das Índias. A carga incluía 9 arcas cheias de milhares de moedas de prata produzidas na Espanha e nas colônias do novo mundo.

Os passageiros à bordo do São José iam desde nobres até "órfãos do Rei". O grande Galeão demandava uma extensa tripulação, composta, na maioria, por ex-prisioneiros e "a classe pobre".

Após o São José e os navios restantes da frota circundarem o Cabo da Boa Esperança, ele prosseguiu para a rota ao longo da costa da África Oriental até o estreito de Madagascar. Na noite de 22 de Julho de 1622, quando a embarcação zarpava para o canal de Moçambique, uma frota da Companhia das Índias Orientais, composta por navios holandeses e britânicos, atacou a pequena frota portuguesa.

Após ser separado dos outros navios, o São José foi cercado pelo inimigo, que disparou mais balas de canhão no navio português do que em qualquer outro embate naval já ocorrido no Oceano Índico. Ao longo da batalha, o capitão e outros tripulantes de importância foram feridos. O comandante e o piloto, mortos.

Apesar dos estragos na proa e dos tripulantes feridos ou mortos, o São José ainda estava em condições de navegação no dia seguinte. O galeão tentou escapar fugindo para longe da batalha, um raro ato no contexto de brigadas navais portuguesas da época. Navegando desgovernado pela costa portuguesa, sem controle dos ventos, a tripulação tentou, sem sucesso, ancorar o navio e jogar os canhões no mar para diminuir seu peso.

Apesar dos atos heróicos, o São José sucumbiu em um recife de corais na costa de Moçambique, vítima do ataque da brigada anglo-holandesa. Cerca de 66.000 moedas foram saqueadas pelo inimigo, uma pequena parte do enorme tesouro que afundou no canal de Moçambique, junto de cerca de 300-400 passageiros e a tripulação.

Por quase 400 anos, o naufrágio do São José permaneceu escondido na isolada costa Leste Africana, até ser descoberto pela Empresa portuguesa de arqueologia marinha "Arqueonautas".

O extraordinário achado era composto de quase 24.000 moedas espanholas de prata, representando um raro agrupamento de moedas cunhadas na metrópole com moedas cunhadas nas colônias, com grande variedade de datas e valores faciais: os impressionantes resquícios do grande tesouro real de Filipe III, que estava destinado à Goa, na época em que Portugal e Espanha possuíam um vasto império além mar.

Tradução livre de minha autoria.
Texto original do caçador de tesouros Daniel Frank Sedwick (http://www.sedwickcoins.com/shipwreck_h ... aojose.htm)


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Re: 8 Reales cob/macuquina (1589-1617) México Mo F - O Naufrágio do São José e o tesouro de Filipe

Mensagempor Netfobia » sexta mai 19, 2017 4:22 pm

Os meus parabens pela aquisicao, eu tb ando a ver se comprava uma


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