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 Assunto da Mensagem: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 5:13 pm 
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Reinado D.João II
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Registado: domingo jun 10, 2007 10:18 pm
Mensagens: 1175
Localização: Açores
Olá amigos,

Embora não seja rara, acho-as sempre interessantes.


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D. António: 4 Reais (AG 04.01)

Cumprimentos,
M. Rodrigues


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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 5:26 pm 
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Reinado D.Duarte
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Registado: sexta mai 11, 2007 6:12 pm
Mensagens: 1299
Localização: Salacia Urbes Imperatoria
As moedas de D. António não sendo raras são sempre muito difíceis de encontrar.
Parabéns pela moeda pois é linda.
Julgo que será ref. AG An 04.

_________________
Zirtam / Duarte Soares

As almas grandes têm muito em conta as coisas pequenas.

Diz não às falsificações


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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 5:39 pm 
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Reinado D.Luís

Registado: quinta jun 09, 2011 12:13 am
Mensagens: 157
Localização: Ramada-Odivelas
Parabéns bonita moeda é pena o furo

Na realidade não é uma moeda que aparece com facilidade
Também me pareceu AG 04.01

Cumprimentos :green:

AConstantino


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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 6:16 pm 
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Reinado D.Afonso Henriques

Registado: sexta nov 05, 2004 9:55 pm
Mensagens: 7973
Está bem interessante.
Para todos os efeitos, eu considero que todas as moedas de D. António são raras.

_________________
MCarvalho


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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 7:13 pm 
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Reinado D.Afonso Henriques

Registado: domingo jun 22, 2008 2:31 pm
Mensagens: 3372
Localização: Lisboa
MCarvalho Escreveu:
Está bem interessante.
Para todos os efeitos, eu considero que todas as moedas de D. António são raras.



Concordo plenamente!

Eu se tivesse uma, por mais modesta que fosse, considerá-la-ia como uma das "joias da Coroa" - do meu Reino, claro. ;)

Parabéns pelo invejável exemplar. :thumbs:

_________________
Horácio Ferreira


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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 7:47 pm 
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Reinado D.Sancho I
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Registado: domingo set 09, 2007 5:07 pm
Mensagens: 2691
Localização: Marinha Grande
Sim, mesmo não sendo rara é dificil de se ver moedas deste rei, D. António...foi rei certo?
...é que muita pouca gente nem imagina que houve em tempos, um rei Portugués chamado... António.

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Nascimento


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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 8:38 pm 
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Reinado D.Duarte
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Registado: sexta mai 11, 2007 6:12 pm
Mensagens: 1299
Localização: Salacia Urbes Imperatoria
"D. António de Portugal (Lisboa, 1531 – Paris, 26 de Agosto de 1595), mais conhecido pelo cognome de o Prior do Crato (e, mais raramente, como o Determinado, o Lutador ou o Independentista, pela ênfase posta no recobro da independência de Portugal), foi filho do Infante D. Luís e neto de D. Manuel I, pretendente ao trono durante a crise sucessória de 1580 e, segundo alguns historiadores, rei de Portugal (durante um breve espaço de tempo em 1580, no continente, e desde então, até 1583, reconhecido como rei nos Açores). Não consta geralmente na lista de reis de Portugal, contudo há quem considere que seria historicamente correcto incluí-lo nela, pois não só foi aclamado rei como teria reinado de facto, durante um curto período. Porém a maioria da historiografia, tanto em Portugal como a nível internacional, continua a caracterizá-lo apenas como um dos pretendentes ao trono em 1580, e assim, no ensino português, não lhe é atribuída a ordem de décimo-oitavo rei de Portugal.

Pretensão ao trono

Quando regressou a Portugal em 1578, D. António reclamou o trono. Pretensão essa que acabou por lhe ser negada por não ser reconhecido como filho legítimo, acabando por ser aclamado o seu tio D. Henrique.
A 23 de Novembro de 1579, uma carta régia retira a D. António a nacionalidade portuguesa; os seus bens são confiscados e é expulso do reino. Era conhecida a antipatia do cardeal que foi encarregado em Évora da sua educação e se empenhou para que este seguisse a vida eclesiástica.
Cardeal D. HenriqueEm Janeiro de 1580, estando reunidas as Cortes em Almeirim, nas quais se esperava designar um herdeiro para o trono português, faleceu o velho cardeal D. Henrique. Uma Junta Governativa, constituída por cinco governadores, assumiu a regência do reino.
O trono português era então disputado por diversos pretendentes. Entre eles, destacavam-se a duquesa de Bragança, D. Catarina, Filipe II de Espanha, e o próprio Prior do Crato. O mais legítimo herdeiro seria a duquesa, mesmo sendo mulher, já que descendia de D. Manuel por via masculina; Filipe II, por seu turno, era um estrangeiro e descendente de D. Manuel por via feminina; quanto a D. António, embora fosse também neto por via masculina, pesava sobre ele a suposta bastardia.
Filipe, no entanto, conseguiu subornar os grandes do reino com o ouro vindo das Américas, e a coroa começou a pender favoravelmente para o seu lado. Para estes, a ideia de uma união pessoal com a Espanha seria altamente proveitosa para Portugal, que estava a passar um mau momento económico.
D. António procurou, pois, seduzir o povo para a sua causa, à semelhança da situação vivida durante a crise de 1383-1385. Tal como nesse período, também o rei de Castela invocara argumentos de natureza familiar para herdar o trono português; também então, D. João, Mestre de Avis, filho ilegítimo do rei D. Pedro I, apresentou uma candidatura que acabou por sair vencedora em Aljubarrota e nas Cortes de Coimbra de 1385.

«Reinado»

Angra do Heroísmo: em primeiro plano, a Sé Catedral; ao fundo a Fortaleza de São João Baptista.A 24 de Julho de 1580, durante a preparação para a esperada invasão espanhola, D. António foi aclamado rei de Portugal pelo povo, no castelo de Santarém. D. António pedira ao povo que o aclamasse apenas regedor e defensor do reino, mas já o povo rejubilava. No entanto, um mês mais tarde, a 25 de Agosto, as suas forças foram derrotadas na batalha de Alcântara, pelas do duque de Alba.
Tendo sobrevivido ao combate, D. António dirigiu-se à ilha Terceira, nos Açores, que havia tomado o seu partido, e de onde continuou a governar. Era reconhecido apenas localmente, de vez que, em Portugal Continental e na Madeira, o poder passou a ser exercido por Filipe II de Espanha, reconhecido oficialmente no ano seguinte, pelas Cortes de Tomar de 1581, como Filipe I de Portugal. Iniciava-se, na História de Portugal, a Dinastia Filipina.
D. António desembarcou na vila de São Sebastião, ao invés de no porto de Angra, tendo marchado por terra até aos portões de São Bento nesta cidade. Ali era esperado por Ciprião de Figueiredo, pelo conde de Torres Vedras, por Manuel Silva e outras personalidades locais. À sua chegada, as fortificações de Angra salvaram, o mesmo tendo feito as guarnições, com seus mosquetes e arcabuzes. Ficou hospedado no Convento de São Francisco e, posteriormente, no palácio do marquês de Castelo Rodrigo. Na ilha, visitou a baía da Salga e a baía da Praia (atual Praia da Vitória). Frequentou ainda o Convento da Esperança, cujas religiosas também o apoiavam.
De imediato determinou reforçar as defesas de Angra, face à iminência de um ataque espanhol e à ação dos corsários, tendo contado para tal com o irrestrito apoio de Dna. Violante do Canto, inclusive financeiro. Ainda com relação às finanças, cunhou moeda – um acto típico de soberania e realeza. Por essas razões, muitos autores não hesitam em considerá-lo o derradeiro príncipe da Casa de Avis, ao invés do Cardeal D. Henrique e, com toda a justiça, o décimo oitavo rei de Portugal.
Em Julho de 1580, D. António ainda escreveu à rainha de França, Catarina de Médici, uma carta pedindo auxílio. Finalmente, em 1581, registra-se a primeira tentativa de desembarque de tropas espanholas, ferindo-se a batalha da Salga, onde os Espanhóis foram completamente derrotados. Participaram neste combate os escritores Cervantes e Lope de Vega.
Finalmente, em 1583, forças espanholas muito superiores, sob o comando de D. Álvaro de Bazán (vencedor da batalha de Lepanto), logram dominar a ilha, após violentos combates.
Após a derrota de suas forças nos Açores, D. António já em França – inimigo tradicional dos Habsburgos de Espanha – ali se exilou"

Esta pequena explicação foi tirada da wikipedia, com pesquisa de "D. António Prior do Crato", onde poderá complementar a informação.
Peço desde já desculpa aos Moderadores pelo "copy/paste da informação, mas a minha intenção era dar uma pequena informação acerca do tema.

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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 8:54 pm 
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Reinado D.Afonso Henriques
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Registado: sexta nov 05, 2004 10:15 pm
Mensagens: 10499
Localização: S. João do Estoril - Lisboa
Exemplar muito interessante, sem dúvida.
O Sr. D. António ainda não entrou no meu reino. :thumbs:

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Celso.
Saúde e Fraternidade.
Os meus leilões


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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: domingo jul 24, 2011 9:04 pm 
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Reinado D.Afonso Henriques

Registado: sexta nov 05, 2004 9:55 pm
Mensagens: 7973
Também não está no meu reino.

Citar:
no ensino português, não lhe é atribuída a ordem de décimo-oitavo rei de Portugal.


Não é só no ensino, depois da Restauração, os Braganças continuaram a não o considerar o décimo oitavo rei de Portugal.

A meu ver, com inteira razão, D. António foi um pretendente; para ser rei de facto necessitaria de um reconhecimento legal pelas cortes. Assim, o décimo oitavo rei é de facto Filipe I.

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MCarvalho


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 Assunto da Mensagem: Re: 4 Reais D. António
MensagemEnviado: segunda jul 25, 2011 12:08 pm 
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Reinado D.Afonso Henriques

Registado: domingo jun 22, 2008 2:31 pm
Mensagens: 3372
Localização: Lisboa
tm1950 Escreveu:
O Sr. D. António ainda não entrou no meu reino. :thumbs:



Também ainda não entrou no meu Reino de moedas, mas há muito, que entrou no meu coração. :thumbs:

Para todos os que gostam, deste período atribulado e ao mesmo tempo romântico da nossa História, recomendo a leitura do livro " Numária D´El Rei D. António " da autoria de Pedro Batalha Reis. :green:




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Horácio Ferreira


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